Vítima de bueiro que explodiu em Copacabana está na UTI

Daniel Milazzo

Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

A norte-americana Sarah Nicole Lowry, 28, que teve 80% do corpo queimado após a explosão de um bueiro em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, continua na UTI (unidade de terapia intensiva). Ela e seu marido, o também norte-americano David James McLaughlin, 31, estão internados na Clínica São Vicente, na Gávea. No acidente, que ocorreu no dia 29 de junho, David queimou 30% do corpo.

De acordo com a assessoria da clínica, já era prevista a transferência da paciente para a unidade de tratamento intensivo, dada a extensão das queimaduras. Sarah teve uma “queda no sistema imunológico” e sofreu infecções. Desde sexta-feira (9), ela está em observação na UTI. Ainda segundo a assessoria, a paciente está consciente e se recupera bem, mas não há previsão de saída da unidade.

O tratamento de Sarah e David é feito à base de curativos específicos e lavagem da pele. Ainda não é possível ter certeza da necessidade de cirurgias plásticas. De acordo com o médico Marco Aurélio Pellon, responsável pelo tratamento do casal, as queimaduras no corpo de Sarah, apesar de extensas, são superficiais. Os dois pacientes também tiveram parte do rosto queimado.

David apresentou melhoras e voltou a andar. A previsão é de que seu tratamento dure um total de 30 dias. Já a recuperação de Sarah será mais longa. Ela não deve ter alta em menos de 45 dias. As famílias do casal vieram dos Estados Unidos para acompanhar o tratamento.

O acidente
Sarah e David estavam a passeio no Rio de Janeiro quando atravessaram na faixa de pedestres na rua República do Peru próxima à avenida Nossa Senhora de Copacabana, exatamente no momento da explosão de um bueiro da Light – empresa de energia elétrica. A tampa do bueiro, que pesa mais de 300 quilos, voou a quatro metros do chão. Sarah também foi arremessada a oito metros de distância e seu corpo caiu já em chamas na calçada. David se atirou sobre o corpo na tentativa de apagar o fogo.

A Light informou que os transformadores daquela galeria subterrânea tinham sido trocados e um novo exaustor fora instalado no início de junho. Jerson Kelman, presidente da empresa, sustenta que o acidente não está relacionado com sobrecarga elétrica.

A perícia que investiga as causas do acidente também analisará se havia vazamento de gás na galeria que explodiu. A CEG, companhia de gás, negou haver vazamento na área. O Instituto de Criminalística Carlo Éboli analisará o que restou das roupas do casal a fim de apura as causas da explosão. O laudo deve ficar pronto até o final do mês de julho.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos