Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Primo de Bruno reafirma depoimento à polícia, mas não faz acareação, diz advogado

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

O advogado do primo do goleiro Bruno, Sérgio Rosa Sales Camelo, confirmou que seu cliente prestou depoimento à Polícia Civil de Minas Gerais na tarde desta quinta-feira (15), mas negou que tenha havido acareação entre Camelo e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Ambos são acusados de participação no sequestro e na morte de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno.

Santos chegou ao Departamento de Investigações de Belo Horizonteàs 15h de hoje e ainda está no local sendo ouvido pelos delegados do caso, Edson Moreira e Alessandra Wilke.

Segundo o advogado Marco Antonio Siqueira, Camelo apenas confirmou o que já havia dito anteriormente à polícia. Segundo ele, Bruno presenciou a morte de Eliza.

Como mostrou reportagem da Folha de S. Paulo, a defesa do goleiro tentará demonstrar à Justiça que o jogador é vítima de uma vingança por parte de Sales. Advogados de Bruno têm se reunido com parentes do atleta e de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, acusado de ter sequestrado Eliza e o filho dela supostamente com Bruno para levá-los do Rio até Minas, para descobrir o que motivou Sales a dizer à polícia que o goleiro teve participação direta no crime e teria visto a ex-amante ser morta.

Os advogados de Bruno acreditam que Sales quis se vingar do goleiro porque foi substituído da condição de braço direito na administração da vida do atleta. O que a defesa tentará comprovar à Justiça é que Sales desviou dinheiro de Bruno e, como forma de punição, foi trocado por Macarrão, considerado por parentes e amigos do atleta como dono de um grande sentimento de ciúmes e consideração por parte do jogador.

Sales é acusado pela polícia de ajudar a vigiar Eliza no sítio do jogador durante o tempo em que foi mantida refém e também de colaborar a levá-la para que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos a matasse em sua casa, em Vespasiano (MG). Anteontem, Sales ajudou policiais a fazer uma varredura atrás de fios de cabelo, sangue e outros vestígios da passagem de Eliza no sítio de Bruno. Ele indicou cômodos onde ela foi mantida presa. Foram seis horas de buscas.

O depoimento de Sales à polícia é um dos trunfos da acusação contra Bruno. Segundo Sales, o goleiro estava na casa do ex-policial Santos quando Eliza foi morta por Santos, visto o crime e só teria interferido para que o ex-policial não matasse o bebê. Sales estava no Range Rover de Bruno apreendido com documento irregular em Contagem (MG), onde a polícia afirma ter encontrado manchas de sangue de Eliza.

Habeas Corpus
O desembargador Doorgal Andrade, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) vai analisar o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Bruno. Além do goleiro, o pedido também foi feito para outras seis pessoas. São elas: Macarrão, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, mulher do atleta, Elenilson Vitor da Silva, caseiro do sítio de Bruno em Minas e de Sales, primo de Bruno.

Só não foram incluídos no pedido o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, e o adolescente de 17 anos primo do jogador. O jovem afirmou à polícia ter participado do desaparecimento de Eliza, no início de junho. Em depoimento, o adolescente disse que Bola matou Eliza, ex-amante de Bruno. O suposto corpo ainda não foi localizado.

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