Advogado diz que vai recorrer ao STJ contra habeas corpus negado ao goleiro Bruno

Rayder Bragon

Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

  • Cristiano Trad/O Tempo/Agência O Globo

    Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, deixa o Departamento de Investigações de Belo Horizonte, onde prestrou nesta quinta-feira novo depoimento à polícia mineira sobre o desaparecimento de Eliza

    Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, deixa o Departamento de Investigações de Belo Horizonte, onde prestrou nesta quinta-feira novo depoimento à polícia mineira sobre o desaparecimento de Eliza

O advogado Frederico Franco, um dos que atuam na defesa do goleiro Bruno Souza, disse nesta sexta-feira (16) que vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) assim que for publicada no Diário Oficial de Minas Gerais a decisão do desembargador Doorgal Andrade, que negou no final da noite desta quinta-feira (15) o pedido de habeas corpus ao jogador.

“Sem sombra de dúvida, isso será objeto de recurso no STJ”, disse Franco, que faz parte da equipe de Ércio Quaresma, principal advogado do caso.

O habeas corpus, protocolado ontem pelos advogados Ércio Quaresma Firpe e Claudineia Carla Calabund, se estenderia a Bruno, sua mulher, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, Elenilson Vitor da Silva, Wemerson de Souza (o Coxinha), Flavio Caetano de Araújo, Luiz Henrique Ferreira Romão (o Macarrão), e ao primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales, o Camelo. Com a decisão, todos os acusados permanecem presos.

O mérito do habeas corpus ainda será julgado pelos integrantes da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

No pedido, a defesa argumentou que: “A menos que seja absolutamente necessário, não se deve mandar um criminoso para a cadeia. A prisão não deve funcionar como uma satisfação dessa pulsão primitiva que o ser humano tem pela vingança”.

Os advogados insistem no princípio da presunção da inocência. Segundo Quaresma, “no presente caso, salvo a necessidade de se torturar física e psicologicamente os suspeitos, nada mais justifica o encarceramento deles, em especial do ora paciente”. O defensor alega ainda que Bruno é goleiro, um atleta disputado pelos clubes de mais alto nível, e que está tendo a carreira prejudicada “em virtude da segregação de sua liberdade que não se mostra necessária".

Para o advogado Frederico Franco, a prisão foi feita de forma “ilegal”. “A prisão, do nosso ponto de vista, é ilegal, porque ela não se encontra baseada nos requisitos que permitem a prisão temporária. O nosso cliente (Bruno Souza) é réu primário, tem bons antecedentes, tem residência fixa”, disse.

Sobre o inquérito feito pela Polícia Civil de Minas Gerais, Franco disse que as provas contras os acusados até o momento são “frágeis”. “Só há conjecturas, ilações, divagações. Provas contra o nosso cliente, a quem estão imputando esse crime, não há”, afirmou.

Pedido para Camelo
O Ministério Público (MP) já se manifestou sobre o pedido de revogação de prisão de Sérgio Rosa Sales, o Camelo, requerido na quarta-feira (14) pelo advogado Marco Antônio Siqueira. Sales tem colaborado com as investigações feitas pela Polícia Civil de Minas Gerais.

No entanto, ainda não foi divulgado o teor do parecer dado. O pedido precisa ser avaliado pelo MP antes de voltar para a juíza Marixa Fabiane, presidente do 1º Tribunal do Júri de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, que dará a palavra final.

 

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