Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Justiça nega revogação da prisão de primo de Bruno

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

A juíza Marixa Fabiane, presidente do 1º Tribunal do Júri de Contagem (MG), indeferiu nesta sexta-feira (16) o pedido de revogação da prisão de Sérgio Rosa Sales, o Camelo, primo do goleiro Bruno e suspeito de ter participado do desaparecimento da ex-amante do atleta, Eliza Samudio. A defesa de Sales havia entrado com o pedido na última quarta-feira.

No pedido, o advogado Marco Antonio Siqueira afirmou que “ele se colocou à disposição dos responsáveis pela investigação para fazer reconstituição, acareação ou até mesmo uma tomada de [material] de DNA”. Nesta semana, Sales ajudou policiais a fazer uma varredura no sítio de Bruno, onde foram encontrados vestígios de sangue e fios de cabelo. Ele indicou cômodos onde Eliza foi mantida presa.

Sales é acusado pela polícia de ajudar a vigiar a moça no sítio do jogador durante o tempo em que foi mantida refém e também de colaborar a levá-la para que Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, a matasse em sua casa, em Vespasiano (MG).

Suspeito disse que mentiu
Em depoimento prestado ontem, entretanto, Sales voltou atrás e negou que o goleiro Bruno estivesse no momento da suposta execução de sua ex-amante.

Sales foi ontem ao Departamento de Investigações de Belo Horizonte, onde foi ouvido pelos delegados do caso, Edson Moreira e Alessandra Wilke. Segundo seu advogado, Sales apenas teria confirmado o que já havia dito anteriormente à polícia. A reportagem, entretanto, teve acesso ao conteúdo do depoimento.

"Antes doutor, eu menti para o senhor, dizendo que o Bruno tinha saído com o Flavinho [Flavio Caetano de Araújo, preso], eu falei também que ele tinha ido com o Macarrão [Luiz Henrique Ferreira Romão, preso] e o J. [o primo de Bruno, de 17 anos, também detido] para a casa do Bola [Marcos Aparecido dos Santos, apontado como o assassino de Eliza], ele não foi não, doutor, ele ficou comigo no sítio, fazia três dias que eu queria falar com o senhor, mas não deixaram, falaram que eu não podia ter contato", disse no interrogatório.

O primeiro depoimento de Sales à polícia era um dos trunfos da acusação contra Bruno. Na época, Sales disse que o goleiro estava na casa do ex-policial Santos quando Eliza foi morta, visto o crime e só teria interferido para que o ex-policial não matasse o bebê.  

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