Moradores protestam em bairro do Rio onde menino morreu atingido por bala perdida

Daniel Milazzo

Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Operação da Polícia Militar no Complexo da Pedreira, na zona norte do Rio de Janeiro, terminou nesta sexta-feira (16) com a morte de Wesley Rodrigues de Oliveira, 11. Durante a tarde, cerca de 50 moradores queimaram pneus na rua João Paulo, em protesto contra a morte do menino.

O garoto foi atingido no peito por uma bala perdida por volta de 8h30, enquanto assistia a uma aula no Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) Rubens Gomes, no bairro de Barros Filho. Ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital Estadual Carlos Chagas. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde ele já estava morto quando chegou ao local. Professores da escola acompanhavam o aluno.

Os moradores da região estão apreensivos com a situação no bairro. Depois do incidente, as ruas da região, que é palco de disputa de facções rivais, ficaram vazias. 

Durante a tarde, policiais da Divisão de Homicídios foram até a escola para uma perícia. Eles investigam as circunstâncias em que o estudante morreu e de onde partiu o disparo.

Segundo o major Maicon, havia 120 policiais militares participando da operação de combate ao tráfico de drogas na favela da Lagartixa e houve intensa troca de tiros. Seis traficantes saíram feridos e quatro foram presos. Foram apreendidas oito motos, nove máquinas caça-niquel, drogas e seis armas --entre elas duas metralhadoras.

“Essa troca de tiros, tem direto. Sempre acaba pegando um inocente”, diz Edivaldo de Oliveira, 46, tio de três jovens que estudam no mesmo Ciep onde Wesley foi morto.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação lamentou o ocorrido e informou que as aulas do Ciep foram suspensas nesta sexta-feira. Na próxima segunda-feira (19), uma equipe do Programa Interdisciplinar de Apoio às Escolas Municipais (Proinape) irá à unidade para conversar com as crianças e os professores.

A Secretaria de Saúde afirmou que outros cinco homens, sem identificação, com idades aparentemente entre 20 e 30 anos, também deram entrada no hospital Carlos Chagas vindos da mesma área.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos