Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Polícia ouve hoje, no Rio, duas supostas amantes de Bruno

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

A assessoria de comunicação da Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou nesta sexta-feira (16) que Fernanda Gomes Castro e Ingrid Oliveira, mulheres que supostamente têm envolvimento com o goleiro Bruno, foram intimadas a prestar depoimento a partir das 10h, na Polinter do Andaraí, no Rio de Janeiro. O pedido para que elas sejam ouvidas teria partido da polícia mineira, que preside as investigações sobre o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do atleta.

A polícia não confirma pedidos de prisão contra elas, e afirma que os depoimentos foram acordados com os respectivos advogados de Ingrid e Fernanda. A informação, segundo a assessoria da Polícia Civil, é da diretora da Polinter, Roberta Carvalho.

Fernanda, que tem sido chamada de 'a amante loura do goleiro', teria sido citada em depoimento do menor J., 17, que está internado em Minas Gerais acusado de envolvimento no desaparecimento de Eliza. Ele é considerado peça-chave na trama.

Ela teria ajudado no suposto sequestro de Eliza, ainda no Rio de Janeiro, e também a esconder o bebê que Eliza queria provar que era de Bruno. Há registro de que seu carro, um Gol vermelho, deu entrada pelo menos duas vezes no condomínio do Recreio dos Bandeirantes, onde Bruno tem uma casa, entre os dias 4 e 5 de junho, período que Eliza já estaria desaparecida.

Além de Fernanda, Bruno teria se envolvido ainda com a dentista Ingrid Oliveira, que também está sendo investigada pela polícia e deve depor na Polinter. 

Dayanne

O goleiro, que está com o contrato suspenso com o Flamengo, é casado com Dayanne de Souza, que assim como ele, está presa em Minas Gerais por suspeita de envolvimento no caso.

Ela chegou por volta das 8h30 desta sexta-feira ao Departamento de Investigações, em Belo Horizonte. A polícia não informou qual o motivo da transferência dela para o local, já que ela estava no presídio feminino Estevão Pinto desde a semana passada.

Habeas corpus

O advogado Frederico Franco, um dos que atuam na defesa do goleiro Bruno, disse hoje que vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) assim que for publicada no Diário Oficial de Minas Gerais a decisão do desembargador Doorgal Andrade, que negou no final da noite desta quinta-feira (15) o pedido de habeas corpus ao jogador.

“Sem sombra de dúvida, isso será objeto de recurso no STJ”, disse Franco, que faz parte da equipe de Ércio Quaresma, principal advogado do caso.

O habeas corpus, protocolado ontem pelos advogados Ércio Quaresma Firpe e Claudineia Carla Calabund, se estenderia a Bruno, sua mulher, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, Elenilson Vitor da Silva, Wemerson de Souza (o Coxinha), Flavio Caetano de Araújo, Luiz Henrique Ferreira Romão (o Macarrão), e ao primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales Camelo. Com a decisão, todos os acusados permanecem presos.
O mérito do habeas corpus ainda será julgado pelos integrantes da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

No pedido, a defesa argumentou que: “A menos que seja absolutamente necessário, não se deve mandar um criminoso para a cadeia. A prisão não deve funcionar como uma satisfação dessa pulsão primitiva que o ser humano tem pela vingança”.

Os advogados insistem no princípio da presunção da inocência. Segundo Quaresma, “no presente caso, salvo a necessidade de se torturar física e psicologicamente os suspeitos, nada mais justifica o encarceramento deles, em especial do ora paciente”. O defensor alega ainda que Bruno é goleiro, um atleta disputado pelos clubes de mais alto nível, e que está tendo a carreira prejudicada “em virtude da segregação de sua liberdade que não se mostra necessária".

Para o advogado Frederico Franco, a prisão foi feita de forma “ilegal”. “A prisão, do nosso ponto de vista, é ilegal, porque ela não se encontra baseada nos requisitos que permitem a prisão temporária. O nosso cliente (Bruno Souza) é réu primário, tem bons antecedentes, tem residência fixa”, disse.

Sobre o inquérito feito pela Polícia Civil de Minas Gerais, Franco disse que as provas contras os acusados até o momento são “frágeis”. “Só há conjecturas, ilações, divagações. Provas contra o nosso cliente, a quem estão imputando esse crime, não há”, afirmou.

A reportagem do UOL Notícias tentou entrar em contato com o advogado Ércio Quaresma, mas como vem ocorrendo há dias, o celular dele permanece desligado.

*Com informações de Rayder Bragon, em Minas Gerais

 

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