Caso Eliza Samudio

Bruno deixa delegacia em BH após mais de sete horas de depoimento

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

Após mais de sete horas de depoimento, o goleiro Bruno Souza deixou por volta das 19h30 de segunda-feira (19) o Departamento de Investigações de Belo Horizonte. Ele foi levado de volta ao presídio Nelson Hungria, em Contagem (MG). Seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, também foi interrogado e, por volta das 0h desta terça-feira, foi levado ao IML (Instituto Médico Legal) para fazer o exame de corpo de delito. Bruno não falou com os jornalistas. Ambos são acusados de participação no sumiço de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno.

Segundo Frederico Franco, um dos advogados do goleiro, Bruno falou somente sobre o vídeo feito durante sua transferência do Rio para Minas. No vídeo, realizado no dia 8 de julho, Bruno insinua que o amigo Macarrão pode estar envolvido no desaparecimento de Eliza.

Segundo o chefe da Polícia Civil de MG, Marco Antonio Monteiro, será instaurado procedimento administrativo para investigar o vazamento das imagens à TV Globo, que as exibiu ontem no programa "Fantástico".

O vazamento resultou no afastamento de duas delegadas do caso. No final da tarde de hoje, a polícia mineira confirmou que Ana Maria Santos, delegada titular da Delegacia de Homicídios de Contagem (MG), deixou o inquérito que apura o desaparecimento de Eliza. Horas antes, a polícia havia anunciado o afastamento de Alessandra Wilke, também da Delegacia de Homicídios de Contagem. O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações de MG, agora preside o inquérito do caso Bruno no lugar de Wilke.

Mais cedo, o advogado do goleiro taxou o vídeo de ilícito. “Prova ilícita eu não discuto”, afirmou Ércio Quaresma Firpe. O advogado disse ainda que ficou muito satisfeito em saber que a “Globo está patrocinando o avião da Polícia Civil de MG e feliz de saber que tem alguém na folha de pagamento na Polícia Civil”.

Agressão
À tarde, o advogado disse que Macarrão foi agredido durante o interrogatório. “Ele [Macarrão] apanhou hoje e vai dar o nome de quem bateu nele”, disse Quaresma. “Foi um delegado de polícia. Ele tomou um tapa no peito e foi jogado ao chão”, afirmou o defensor.

Segundo o advogado, o caso de agressão foi levado ao delegado Edson Moreira, que conduz o inquérito, que determinou que fosse feito um exame de corpo de delito. O motivo teria sido, segundo o advogado, uma ofensa a ele próprio. O delegado teria dito a Macarrão para que ele trocasse de defensor.

A Polícia Civil ainda não se manifestou sobre as declarações do advogado.

*Com informações da Folha.com

 

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