Juíza nega mandado de segurança para Bola

Rayder Bragon

Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

A juíza Marixa Fabiane Lopes, presidente do 1º Tribunal do Júri de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), negou nesta terça-feira (20) o mandado de segurança que havia sido pedido pelo advogado Zanone Junior para que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, não seja obrigado a produzir “provas contra si”. O pedido havia sido feito na sexta-feira (16).

Bola está sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais por ter sido o suposto executor do assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno. 

“Não quero que ele participe de acareações, de reconstituições. [Quero] que ele só fale em juízo e que ele não ceda nenhum tipo de material para exames de DNA”, havia dito o advogado de defesa no domingo (18).

Zanone deve agora tentar uma instância superior para que, segundo ele, os delegados que cuidam do caso deixem seu cliente “quieto”.

Bola está detido no presídio de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, com Bruno, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e mais três suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Eliza.

Dayanne 
O novo advogado de Dayanne de Souza, Walquer Azevedo, entrou nesta segunda-feira (19) também no 1º Tribunal do Júri de Contagem com o pedido de revogação da prisão de sua cliente. Dayanne, que é mulher de Bruno, é uma das oito pessoas presas por envolvimento no desaparecimento de Eliza. O pedido será analisado pela juíza Marixa Fabiane Lopes.

Com a justificativa de que o advogado anterior não a deixava colaborar com as investigações sobre o desaparecimento de Eliza, a mulher do goleiro apresentou ontem uma nova defesa. Nesta terça-feira (20), a polícia mineira chegou a cogitar ouvir novamente Dayanne, mas seu advogado afirmou que isso não deve acontecer por enquanto.

Segundo Gustavo Fantini, promotor do Ministério Público, Dayanne teria dito em depoimento na última sexta-feira (16) que viu Eliza no dia 10 de junho no sítio do goleiro, localizado em um condomínio fechado na cidade de Esmeraldas (região metropolitana de BH). De acordo com as investigações, Eliza teria sido assassinada no dia anterior (9 de junho), na casa de Bola. Essa nova declaração altera, em parte, o rumo das investigações.

As oito pessoas presas por suspeita de envolvimento no caso são: Bruno, Dayanne, Macarrão (amigo de Bruno), Sérgio (primo do goleiro), Bola (ex-policial), Elenilson (caseiro do sítio de Bruno), Wemerson (amigo de Bruno) e Flávio (amigo do goleiro). Um adolescente de 17 anos, primo do jogador, está apreendido.


 

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