Justiça abre processo contra ex-diretor da Dersa acusado de receptação de joia

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Em São Paulo

A Justiça de São Paulo abriu processo criminal contra o engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa (empresa de transportes do Estado de São Paulo), e o joalheiro Musab Asmi Fatayer. O juiz Hélio Nogueira, da 26ª Vara Criminal Central de São Paulo, recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público. Eles são suspeitos de receptação de um bracelete de ouro furtado de uma loja no shopping Iguatemi, na zona oeste de São Paulo.

A defesa dos acusados pediu a rejeição da denúncia, mas o juiz entendeu que estavam presentes os requisitos para a instauração da ação penal. Na opinião do magistrado, eram suficientes a presença da materialidade e os indícios de autoria. O juiz destacou que as condutas ilícitas estavam corretamente tipificadas para o crime de receptação.

Souza e Fatayer foram presos em flagrante em 12 de maio deste ano. Depois a Justiça relaxou a prisão. Eles estão em liberdade provisória e vão responder a ação penal pelos crimes de receptação qualificada (Mussab) e receptação (Souza).

A defesa dos acusados terá prazo de 10 dias para apresentar resposta. O prazo passa a correr a partir da citação dos acusados e advogados.

O advogado José Luiz de Oliveira Lima, que defende o ex-diretor do Dersa, disse nesta terça-feira (20) que não teve acesso ao teor da acusação, mas que tão logo tenha acesso ao documento vai apresentar a resposta de seu cliente. A defesa de Fatayer também apresenta a mesma posição de aguardar a citação para apresentar a defesa do joalheiro.

Paulo Vieira de Souza foi responsável por duas das principais obras viárias em São Paulo – o trecho sul do Rodoanel e a ampliação da marginal Tietê.

Prisão
O motivo da prisão, na versão da polícia, seria a suspeita de receptação de uma pulseira de brilhantes de 18 quilates em ouro branco. A peça, roubada em 7 de maio da empresa Gucci Importações e Exportações Ltda, é avaliada em R$ 20 mil.

O engenheiro e o joalheiro foram à loja para pedir que os funcionários avaliassem o bracelete. A gerente da Gucci reconheceu o bracelete. Na polícia, a versão do ex-diretor do Dersa foi a de que havia comprado a peça por R$ 20 mil. A defesa contesta e diz que ele não pode ser acusado de receptação dolosa se leva a joia até a loja para avaliá-la.

A defesa argumenta que o engenheiro pagou pela pulseira oferecida a ele por Fatayer para presentear a mulher. O advogado do joalheiro diz que seu cliente tem como provar a inocência, pois tem os recibos da compra do bracelete.

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