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Caso Eliza Samudio

Justiça nega pedido de revogação da prisão de Dayanne

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

  • Pedro Silveira/O Tempo/Folhapress

    Dayanne de Souza, mulher do goleiro Bruno, é também acusada de participar do desaparecimento de Eliza

    Dayanne de Souza, mulher do goleiro Bruno, é também acusada de participar do desaparecimento de Eliza

O 1º Tribunal do Júri de Contagem (MG), região metropolitana de Belo Horizonte, negou no final da tarde desta terça-feira (20) o pedido de revogação da prisão de Dayanne de Souza, mulher do goleiro Bruno, acusada de participar do desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. O pedido foi negado pela juíza Marixa Fabiane Lopes, presidente do Tribunal.

Em sua decisão, a magistrada afirma que “em liberdade [ela] poderia prejudicar a coleta das provas". A juíza diz que "soma-se, ainda, o fato de que ela esteve no local de parte dos acontecimentos, ou seja, no sítio de propriedade do investigado, na mesma ocasião em que E.S.S.", referindo-se a Eliza Samudio. No pedido, os advogados alegaram que não existiam motivos para manter Dayanne presa, citando o princípio da presunção de inocência, e acrescentaram que a acusada sempre colaborou com a polícia.

Segundo informações da TJ de Minas, o representante do Ministério Público manifestou-se contrariamente ao pedido. "Ainda é cedo para condescender com a pretensão libertária do requerente. O inquérito policial ainda não chegou ao seu bom termo. O corpo de Eliza ainda não foi encontrado. A liberdade da requerente, nesse momento, pode dificultar sobremaneira as investigações. A requerente é casada com o principal suspeito e interessado na morte de Eliza”, disse. 

Mudança na versão
Segundo Gustavo Fantini, promotor do Ministério Público, Dayanne teria dito em depoimento na última sexta-feira (16) que viu Eliza Samudio no dia 10 de junho no sítio do goleiro, localizado em um condomínio fechado na cidade de Esmeraldas (região metropolitana de BH). De acordo com as investigações, Eliza teria sido assassinada no dia anterior (9 de junho), na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Essa nova declaração altera, em parte, o rumo das investigações.

Hoje, o advogado Ércio Quaresma afirmou que Dayanne o chamou de volta para fazer sua defesa. Ontem, a mulher de Bruno tinha trocado de defensor com a justificativa de que Quaresma não a deixava colaborar com as investigações sobre o desaparecimento. 

Oito pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no caso: Bruno, Dayanne, Macarrão (amigo de Bruno), Sérgio (primo do goleiro), Bola (ex-policial), Elenilson (caseiro do sítio de Bruno), Wemerson (amigo de Bruno) e Flávio (amigo do goleiro). Um adolescente de 17 anos, primo do jogador, está apreendido.

Depoimentos
O delegado Edson Moreira, chefe do DI (Departamento de Investigações) de Minas Gerais, está ouvindo nesta terça-feira (20), em Belo Horizonte, Fernanda Gomes Castro, 31, suposta amante do goleiro Bruno Souza. Ela também é investigada pelo suposto sequestro e desaparecimento de Eliza Samudio.

Moreira assumiu a presidência do inquérito após o afastamento ontem (18) das delegadas Alessandra Wilke e Ana Maria Santos do caso. O motivo foi o vazamento do vídeo em que Bruno dá sua versão dos fatos durante transferência do Rio de Janeiro para Minas Gerais, em um avião da Polícia Civil de Minas Gerais. O afastamento das duas foi determinado pelo chefe da Polícia Civil de MG, Marco Antônio Monteiro, que ainda determinou à corregedoria da polícia que instaurasse uma sindicância para investigar o caso.

Fernanda foi citada em depoimento concedido pelo adolescente J., 17, que revelou a trama do desaparecimento de Eliza. A loura é investigada pela participação no suposto sequestro de Eliza ainda no Rio de Janeiro, no início do mês passado. Segundo a polícia, ela teria cuidado do bebê de Eliza Samudio na casa do goleiro, localizada no Recreio dos Bandeirantes, e em seguida teria ido com Bruno e a criança em uma BMW para Minas Gerais, onde Eliza teria sido morta.

Ela seria ouvida na Polinter, no Rio de Janeiro, na semana passada, mas o depoimento acabou sendo adiado, pois seu advogado afirmou que a intimação chegou à sua cliente em cima da hora. Além disso, a suposta amante de Bruno teria passado mal no dia da convocação, tendo inclusive procurado um hospital.

 

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