Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

DNA de corpo que pode ser de Eliza deve sair em cinco dias

Rayder Bragon

Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta quarta-feira (21) que a polícia da cidade de Cachoeira Paulista se dispôs a fazer o DNA de um corpo encontrado na cidade, a 193 quilômetros de São Paulo. A polícia quer comparar a amostra à de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno.

O pedido foi feito pela polícia mineira ontem, e o resultado pode sair em cinco dias. O exame deve ser feito na capital paulista.

O corpo foi encontrado carbonizado em um matagal. Segundo os policiais, ninguém reclamou o corpo. Um pedaço do fêmur foi retirado para a realização do exame. O delegado Mário Celso Ribeiro Fenne, de Cachoeira Paulista, disse que peritos não conseguiram determinar o sexo da vítima, mas acreditam que seja uma mulher por causa da estatura.

Delegadas afastadas
Também hoje a Polícia de Minas Gerais informou que as duas delegadas afastadas do inquérito que investiga o desaparecimento de Eliza podem auxiliar o delegado Edson Moreira, que agora preside as investigações. Segundo o comunicado, elas foram afastadas da presidência e da coordenação do inquérito, e não das investigações.

A resposta foi enviada depois que o advogado Ércio Quaresma, que representa Bruno e outros suspeitos no caso, afirmou que as delegadas Ana Maria Santos, titular da Delegacia de Homicídios de Contagem (MG), e Alessandra Wilke, também da Delegacia de Homicídios, estiveram presentes nesta terça (20) durante o depoimento de Fernanda Gomes Castro, 31. Ela é investigada pela participação no suposto sequestro ainda no Rio de Janeiro, no início do mês passado.

A decisão de afastamento ocorreu após o vazamento de imagens em que o goleiro Bruno aparece falando sobre o caso durante sua transferência a Minas Gerais. O vídeo foi transmitido no domingo pela TV Globo. Foi instaurado procedimento administrativo para investigar o caso. No vídeo realizado no dia 8 de julho, Bruno insinua que o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, pode ser o responsável pelo desaparecimento de Eliza.

A polícia afirma que “o fato de terem sido afastadas do comando da investigação não as impede de ajudar o delegado Edson Moreira no caso”. “Elas foram afastadas do comando, e não do caso.” Procurado pela reportagem para comentar a participação das delegadas, o chefe da Polícia Civil Marco Antonio Monteiro, não foi encontrado para comentar o ocorrido.

A juíza Marixa Fabiane, do 1º Tribunal do Júri de Contagem (MG), responsável pelas decisões na esfera do Judiciário até o momento, considerou a atitude da polícia “prematura” e disse não acreditar que as delegadas estejam envolvidas no vazamento do vídeo. Segundo a juíza, a gravação é o procedimento é padrão “para resguardar a integridade física do ‘acautelado’”. Ela disse ainda que continua com "plena confiança" no trabalho das delegadas e que não tem dúvida da honestidade de ambas.

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