Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Quadro de pneumonia em Bola é descartado por equipe de saúde de presídio

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

  • Cristiano Trad/O Tempo/Agência O Globo

    O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, passou mal no presídio de Contagem e foi atendido pela equipe médica do local, que descartou quadro de pneumonia

    O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, passou mal no presídio de Contagem e foi atendido pela equipe médica do local, que descartou quadro de pneumonia

A suspeita de que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, estivesse com quadro de pneumonia foi descartada nesta quarta-feira (21) por um exame preliminar realizado no presídio. O suspeito de ser o executor do assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, foi atendido por enfermeiros do núcleo de saúde da Penitenciária Nelson Hungria, de segurança máxima, localizada em Contagem (MG), onde permanece preso desde o início deste mês, e nada grave foi constatado.

De acordo com informações da Secretaria de Estado de Defesa Social, Bola sentiu falta de ar na terça-feira (20), mas após ser atendido por uma equipe de saúde, passou o resto do dia bem. Além disso, a secretaria diz que hoje (21) não foi detectada nenhuma mudança em seu estado de saúde, que permanece bom e estável.

O advogado Zanone Junior, que representa o ex-policial, afirma que entrou com um requerimento no Tribunal do Júri de Contagem (MG) solicitando encaminhamento médico e uma bateria de exames para seu cliente. Ele afirma que Bola está desassistido na prisão.

A secretaria, por sua vez, afirma que sempre que um detento apresenta algum problema de saúde ele é prontamente atendido e, dependendo da gravidade do caso, encaminhado para atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde). Ressalta ainda que o núcleo de saúde do presídio é formado por 20 profissionais, entre psiquiatras, enfermeiros, técnicos em enfermagem e auxiliares de enfermagem, além de um médico que vai ao local em dias alternados.

Exame de corpo de delito

A Justiça autorizou na terça outro pedido da defesa no caso, permitindo que Bola seja encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito. O advogado Zanone Junior quer que o IML avalie um dente quebrado de seu cliente. De acordo com ele, Bola o quebrou durante uma das diligências policiais, após ter sido empurrado e batido o rosto.

"Eu preciso que essa prova de que o dente dele foi arrancado vá para dentro do inquérito para provar a maneira como o preso é tratado no Estado", afirmou Junior aos jornalistas.

Na segunda-feira (19), a defesa de Bola já havia dito que seu cliente estava com quadro de depressão. De acordo com declarações de Zanone Junior, Bola chorou e recebeu medicação passada pela equipe médica da prisão. “Eu pedi a ele que ficasse calmo, aguardasse o desenrolar das investigações e falei que o prazo desta prisão temporária está passando”, disse.

Ainda conforme Junior, Bola não quer falar à polícia. “Ele não quer produzir provas contra si, mas a autoridade policial insiste em tirar o meu cliente do presídio onde ele é submetido a uma sabatina por horas”, reclamou. “Ele só vai falar em juízo.”

Suspeito de mais um crime

Bola é investigado por mais um homicídio em Vespasiano (MG), informou nesta quarta-feira a Polícia Civil de Minas Gerais. A vítima é Bruno Marinho Marques dos Reis, conhecido como Bruninho, morto a tiros em 30 de dezembro de 2009, no bairro Jardim da Glória. O caso é investigado na Delegacia de Homicídios da cidade, onde Bola tem uma casa que chegou a ser alvo de buscas pelo corpo de Eliza.

Já o suposto grupo de extermínio que atuaria dentro do Grupo de Resposta Especial (GRE) da corporação ainda está sendo investigado pela Corregedoria Geral e o inquérito é acompanhado pelo Ministério Público. Bola integraria o grupo dentro da equipe de elite da polícia mineira, embora estivesse excluído da corporação desde 1992.

Além disso, segundo uma denúncia anônima, dois jovens presos por Bola e mais dois comparsas foram "desmembrados" com um facão por um inspetor identificado como Gilson e os restos mortais queimados com ajuda de pneus. As vítimas teriam sido mortas em um método de assassinato e ocultação de cadáver semelhante ao que foi descrito pelo primo de Bruno em relação à suposta morte de Eliza.

O UOL Notícias entrou em contato com o advogado Zanone Junior, que representa o ex-policial, mas não obteve retorno.

 

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