Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Bruno chega à audiência em MG sob gritos de "assassino"; menor deve desmentir versão

Rayder Bragon

Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

O goleiro Bruno chegou ao Juizado da Infância e Juventude de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, sob gritos de assassino nesta quinta-feira (22) para audiência envolvendo o primo adolescente que o delatou à Polícia de Minas Gerais no caso do desaparecimento da ex-namorada do atleta, Eliza Samudio.

O advogado Elieser Jonatan de Almeida, que representa o adolescente, afirmou que seu cliente irá desmentir nesta tarde ter reconhecido o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado pela polícia como executor de Eliza. O procedimento acontece para verificar a participação do menor no caso. “Ele não sabe quem é Bola, para ele, é só Neném. Ele não sabe nem se é a mesma pessoa”, afirmou.

A audiência sobre o caso do adolescente deve ter início às 15h30. Bruno chegou ao juizado às 13h30, recebido com gritos de “assassino” e salvas de “Ão, ão, ão, Bruno é seleção”. Em seguida, entraram no edifício Bola, Sérgio Rosa Sales, outro primo do atleta, e o amigo Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão.

Segundo o advogado, o adolescente vai confirmar apenas, se questionado pelo juiz que foi chamado para dar um susto em Eliza, ainda dentro do carro em que ela foi levada do Rio de Janeiro para MG.

Já sobre a informação de que Bola teria jogado a mão de Eliza para cachorros, o advogado disse que o adolescente também irá desmenti-la. “Foi invencionice, o menor fantasiou isso.” O advogado reclamou ainda que o adolescente foi ouvido no início sem presença de familiar ou advogado. “Imagine extrair um depoimento de mais de oito horas de um menor”, argumentou.

Zanone Junior, advogado de Bola, voltou a reclamar da polícia e criticou a divulgação de que o ex-policial é investigado por mais um homicídio em Vespasiano (MG). “Tudo o que aparecer naquela região ou qualquer coisa que não tenha sido apurada, vão tentar descarregar nas costas do meu cliente”, afirmou.

Os depoimentos do jovem, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, nortearam boa parte das buscas feitas pela Polícia Civil pelo paradeiro de Eliza.

Ana Maria Braga em fase "Datena light"

Foi também J. quem descreveu o suposto assassinato da moça, que teria ocorrido na casa do ex-policial civil Marcos Aparecidos dos Santos, o Bola, em Vespasiano, região metropolitana de BH. Segundo o adolescente, Eliza foi morta por Bola, teve o corpo esquartejado e uma de suas mãos foi dada a cães da raça rotweiller.

Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, não haverá acareação. O pedido feito pela Polícia Civil ainda não foi autorizado pelo juiz e só será analisado depois desta quinta. Ainda de acordo com o TJ, o processo tramita em segredo de justiça, portanto, a imprensa não terá acesso à audiência nem aos depoimentos.

Acusação
No último dia 13, a Justiça ordenou a internação de J. por prazo máximo de 45 dias no Ceip (Centro de Internação Provisória São Cristóvão) localizado no bairro do Horto, região leste da capital.

O Ministério Público entrou com uma representação contra o adolescente pelos crimes de sequestro, homicídio e ocultação de cadáver. Se ao final do processo o menor for condenado, poderá ser submetido a medidas socioeducativas, com duração máxima de três anos.

 

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos