Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Justiça vai ouvir nesta quinta-feira Bruno e mais três suspeitos no caso Eliza Samudio

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

Uma audiência que será realizada na tarde desta quinta-feira (22) no Juizado da Infância e Juventude de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, irá colher depoimentos do goleiro Bruno Souza e de mais três suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. O procedimento no juizado acontece para verificar a participação do adolescente J., primo do goleiro, no caso.

Os depoimentos do jovem, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, nortearam boa parte das buscas feitas pela Polícia Civil pelo paradeiro de Eliza.

Foi também J. quem descreveu o suposto assassinato da moça, que teria ocorrido na casa do ex-policial civil Marcos Aparecidos dos Santos, o Bola, em Vespasiano, região metropolitana de BH. Segundo o adolescente, Eliza foi morta por Bola, teve o corpo esquartejado e uma de suas mãos foi dada a cães da raça rotweiller.

Na audiência serão ouvidos, além de Bruno, o amigo do goleiro Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, o ex-policial civil Marcos Aparecido do Santos e Sérgio Rosa Sales, outro primo do atleta, conhecido como Camelo. José Carlos da Silva, tio do rapaz, será ouvido por meio de carta precatória, que será enviada ao Juizado da Infância do Rio de Janeiro.

Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o adolescente vai comparecer para acompanhar os depoimentos, mas não haverá acareação. O pedido de acareação feito pela Polícia Civil ainda não foi autorizado pelo juiz e só será analisado depois desta quinta-feira.

Ainda de acordo com o TJ, o processo tramita em segredo de justiça, portanto, a imprensa não terá acesso à audiência nem aos depoimentos.

Acusação
No último dia 13, a Justiça ordenou a internação de J. por prazo máximo de 45 dias no Ceip (Centro de Internação Provisória São Cristóvão) localizado no bairro do Horto, região leste da capital.

O Ministério Público entrou com uma representação contra o adolescente pelos crimes de sequestro, homicídio e ocultação de cadáver. Se ao final do processo o menor for condenado, poderá ser submetido a medidas socioeducativas, com duração máxima de três anos.

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