Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

MP define representação final contra menor acusado de participar do sumiço de Eliza

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

O promotor Leonardo Alves afirmou que vai relatar nesta sexta-feira (23) a representação do Ministério Público contra o adolescente J., primo do goleiro Bruno Souza suspeito de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro.

Ontem, após audiência de instrução realizada no Juizado da Infância e Juventude de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, Alves afirmou que o depoimento de Sergio Rosa Sales, conhecido por Camelo e também primo de Bruno, confirmou a participação de J. no suposto sequestro de Eliza, no início do mês passado, no Rio de Janeiro.

O promotor vai analisar a possibilidade de a representação final conter ainda os crimes de homicídio e ocultação de cadáver, fatos que constavam da acusação apresentada no último dia 13 deste mês contra o adolescente.

“Por enquanto eu prefiro não entrar na participação do menor no homicídio e na ocultação do cadáver, isso é uma questão que está controvertida no processo. (...) Mas pouco importa para fins de aplicação da medida se houve reconhecimento dos três atos infracionais ou não”, disse. Para Alves, apenas a participação do menor no sequestro já configura a aplicação de medida socioeducativa.

Cachorros de Bola são examinados por peritos
da polícia de Minas Gerais

Após a representação do Ministério Público, o advogado do adolescente tem 24 horas para apresentar a defesa. Em seguida, o juiz decidirá o destino de J. – se for considerado culpado, ele deverá cumprir medida socioeducativa por prazo mínimo de seis meses. Ao final desse período, o processo é analisado e a medida pode ser extinta ou prorrogada por igual período por um prazo máximo de três anos.

J. está recluso desde o dia 13 no Ceip (Centro de Internação Provisória) São Cristóvão, localizado no bairro Horto, região leste da capital mineira, onde o juiz Elias Charbil Abdou Obeid determinou que ele ficasse pelo prazo de 45 dias.

Os depoimentos do jovem, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, nortearam boa parte das buscas feitas pela Polícia Civil pelo paradeiro de Eliza.

Foi também J. quem descreveu o suposto assassinato da moça, que teria ocorrido na casa do ex-policial civil Marcos Aparecidos dos Santos, o Bola, em Vespasiano, região metropolitana de BH. Segundo o adolescente, Eliza foi morta por Bola, teve o corpo esquartejado e uma de suas mãos foi dada a cães da raça rotweiller.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos