Pai de rapaz que atropelou filho de Cissa diz que policiais pediram dinheiro, afirma TV

Do UOL Notícias

Em São Paulo

Em depoimento nesta sexta-feira (23) no Rio de Janeiro, o pai de Rafael Bussamra, homem que atropelou o filho da atriz Cissa Guimarães, afirmou que seu filho foi vítima de extorsão por parte dos policiais que o pararam após o acidente. As informações são do Jornal Nacional, da TV Globo, que afirma ter tido acesso ao conteúdo do depoimento prestado na 15ª DP (Leblon) .

De acordo com o pai de Bussamra, os policiais pediram R$ 10 mil para liberar o carro, que tinha evidências de ter se envolvido em algum acidente. Como o rapaz não tinha o dinheiro, ele combinou de entregar a quantia na manhã seguinte. Ainda segundo o Jornal Nacional, o pai foi se encontrar com os policiais, mas apenas com o valor de R$ 1.000. Durante o encontro, ele teria descoberto que a pessoa atropelada era filho da atriz e que teria morrido. O pai então teria passado mal, e os policiais foram embora levando o dinheiro.

Após receber uma cópia do depoimento, o comandante-geral da PM do Rio, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, determinou a prisão administrativa dos policiais envolvidos no episódio: Marcelo Bigon e Marcelo Leal de Souza Martins.

O atropelamento de Rafael Mascarenhas, 18, ocorreu na terça no túnel Acústico, na zona sul do Rio. O filho da atriz andava de skate com dois amigos no local, que estava interditado para obras.

O carro envolvido no acidente está registrado no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) em nome de Roberto Martins Bussamra e tem quatro multas por excesso de velocidade, em 2009.

Rafael Bussamra contou que ia para casa, na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade, e era seguido pelo carro de dois colegas. De acordo com ele, depois de entrar no túnel, decidiram voltar à zona sul para um lanche no Leblon e pegaram um retorno irregular. Ele afirmou que a vítima andava de skate no acostamento, mas fez uma manobra brusca e não houve tempo para desviar.

Momentos depois, Bussamra foi parado por policiais militares, que o liberaram alegando que a documentação estava em dia e que o carro não teria estragos aparentes. Porém, o veículo foi levado para perícia com o capô amassado do lado esquerdo, sem a lanterna, com parte do vidro dianteiro quebrado e o parachoque pendurado. Os agentes foram afastados pela Polícia Militar (PM).

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