Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Adolescente chega para acareação do caso Bruno em MG

Rayder Bragon

Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

O adolescente J., primo que delatou o goleiro Bruno à Polícia de Minas Gerais, chegou na tarde desta terça-feira (27) ao Departamento de Investigações de Belo Horizonte, onde deve participar de acareação com outro primo do atleta sobre o desaparecimento de Eliza Samudio.

Sérgio Rosa Sales já aguardava a acareação no DI desde as 11h. Ele é um dos suspeitos no sumiço e, assim como o adolescente, contou à polícia sobre a participação do goleiro no sequestro. A expectativa da polícia mineira é que uma acareação entre os dois ajude a dirimir as contradições dos depoimentos.

Os dois primos de Bruno voltaram atrás por mais de uma vez durante interrogatórios. O advogado Marco Antonio Siqueira afirmou que Sérgio está disposto a falar.

Também chegou ao DI Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como executor de Eliza. A Polícia de MG não informou o motivo da diligência.

Mais cedo, Bruno recebeu a visita da avó na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), onde está preso. A Secretaria de Defesa Social informou que abriu uma exceção no horário restrito de visitas por uma questão humanitária. Segundo o advogado Ércio Quaresma, Bruno chorou ao receber a avó, que o criou.

Processo
O adolescente já responde por sequestro e homicídio de Eliza. Nesta segunda (26), o juiz da Vara de Infância e Juventude de Contagem (MG), Elias Charbil Abdou Obed, recebeu a defesa do menor. As argumentações finais foram anexadas na representação que o acusa.

Segundo informações do Tribunal de Justiça de MG, a sentença pode sair já nesta quarta (28). O juiz decidirá o destino de J. – se for considerado culpado, ele deverá cumprir medida socioeducativa por prazo mínimo de seis meses. Ao final desse período, o processo é analisado e a medida pode ser extinta ou prorrogada por igual período por um prazo máximo de três anos.

O promotor Leonardo Alves, em alegações finais apresentadas na sexta-feira (23), alterou as acusações contra o adolescente e retirou o crime de ocultação de cadáver que pesava contra o menor. Segundo informações do Ministério Público de MG, o promotor entendeu que não restou comprovada a participação do adolescente na ocultação de cadáver de Eliza. Pelo homicídio e sequestro, ele pediu a aplicação da medida de internação, que vai de seis meses a três anos.

Após audiência de instrução realizada na semana passada, Alves havia afirmado que o depoimento de Sergio Rosa Sales confirmou a participação de J. no suposto sequestro de Eliza, no início do mês passado, no Rio de Janeiro.

J. está recluso desde o dia 13 no Ceip (Centro de Internação Provisória) São Cristóvão, localizado no bairro Horto, região leste da capital mineira, onde o juiz Elias Charbil Abdou Obeid determinou que ele ficasse pelo prazo de 45 dias.

Os depoimentos do jovem, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, nortearam boa parte das buscas feitas pela Polícia Civil pelo paradeiro de Eliza.

Foi também J. quem descreveu o suposto assassinato da moça, que teria ocorrido na casa do ex-policial civil Marcos Aparecidos dos Santos, o Bola, em Vespasiano, região metropolitana de BH. Segundo o adolescente, Eliza foi morta por Bola, teve o corpo esquartejado e uma de suas mãos foi dada a cães da raça rotweiller.

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