Cinto de segurança será tema da Semana Nacional de Trânsito; apenas 11% de passageiros no banco traseiro usam o item

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Estudo elaborado pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de São Paulo revela que somente um em cada dez paulistanos (11,2%) utiliza o cinto de segurança no banco traseiro. Para tentar reverter este cenário e universalizar a utilização do acessório por todos os ocupantes dos veículos, o Conselho Nacional de Trânsito (Conatran) propôs o cinto de segurança como tema da Semana Nacional de Trânsito de 2010, que ocorrerá de 18 a 25 de setembro.

“Devemos conquistar os jovens para o uso consciente do cinto, reforçando suas atitudes de autocuidado (...) O cinto de segurança salva vidas e, sobretudo, contribui decisivamente para a redução da gravidade das lesões do motorista e dos passageiros em um acidente de trânsito”, diz texto publicado no site do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e assinado por Eduardo Biavati, membro da Câmara Temática de Educação para o Trânsito e Cidadania do Contran.

O trabalho da CET analisou o comportamento de motoristas de ônibus e táxis e dos ocupantes dos veículos particulares. Dentre os condutores, o índice mais alto de adesão ao cinto de segurança foi registrado entre os taxistas: 99%. O cumprimento da regra - em vigor na cidade de São Paulo desde 1994, antes mesmo da implementação do Código de Trânsito Brasileiro (em 1997) - também é considerado bom entre os motoristas de ônibus (98%) e dos carros de passeio (96,4%).

Os passageiros no banco da frente também costumam utilizar o cinto (92,9%). De acordo com a gerente de Segurança da CET, Nancy Schneider, "o motorista ainda tem a preocupação de que vai ser multado, mas esse comprometimento não existe em quem está atrás”.

As regiões que apresentaram o maior índice de uso do cinto são a zona sul e a região dos Jardins (98%). Já o pior número foi registrado na zona leste, com 94,1% das pessoas usando. O estudo da CET não especifica o perfil dos passageiros traseiros que não utilizam o cinto.

Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), o uso do c into pelo motorista e pelo passageiro do banco da frente reduz em 50% o risco de morte em um acidente. Entretanto, a falta de uso de cinto na parte traseira do veículo pode afetar os ocupantes da frente: o risco de morte do motorista e do passageiro do banco dianteiro aumenta cinco vezes se os ocupantes que viajam atrás não usam o cinto.

Segundo dados do Denatran, os acidentes de trânsito representam a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil. Em 2008 foram registradas 802 vítimas fatais com idade entre 0 e 12 anos e outras 22.472 vítimas não fatais na mesma faixa etária.

Por isso, além do cinto, a campanha também abordará de forma prioritária o uso da cadeirinha para crianças com até 7 anos e meio de idade. A obrigatoriedade do uso de assentos infantis especiais começará a valer no dia 1º de setembro.

“A introdução dos dispositivos obrigatórios de transporte de crianças até 7 anos e meio demanda o aprendizado de novas habilidades pelos pais, mas sobretudo os torna objetivamente responsáveis pela segurança da criança no veículo ao longo do seu crescimento. É preciso fomentar essa responsabilidade, torná-los vigilantes das novas regras e, afinal, formadores de futuros jovens para os quais será inquestionável usar o cinto no banco traseiro, nas noites de balada que virão”, argumenta Eduardo Biavati.

Segundo o Denatran, o conteúdo da campanha ainda está sendo elaborado e deverá ser divulgado em breve.

*Com informações da Agência Estado

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