Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

"Considero o Estado do RJ tão culpado quanto a turma do Bruno", diz pai de Eliza Samudio

Rayder Bragon

Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

Luiz Carlos Samudio, pai da ex-namorada do goleiro Bruno Souza, Eliza Samudio, afirmou nesta quinta-feira (29) que o poder público do Rio de Janeiro possui tanta responsabilidade pela suposta morte de sua filha quanto aqueles que são apontados pela polícia como os autores do crime. Ele acusa o Estado de não ter dado proteção policial à Eliza em outubro do ano passado, após ela ter dito à polícia que o goleiro a agrediu, a obrigou a abortar o filho e a manteve em cárcere privado.

“Considero o Estado do Rio de Janeiro tão culpado quanto a turma do Bruno no desaparecimento de minha filha. Não foi aplicada a Lei Maria da Penha”, afirmou Luiz Carlos no Departamento de Investigação da Polícia Civil, em Belo Horizonte. O pai de Eliza promete processar o Estado e levar o caso à ONU (Organização das Nações Unidas) e à OEA (Organização dos Estados Americanos).

Já sobre o modo pelo qual as investigações vêm sido conduzidas em Minas Gerais, Luiz Carlos disse estar “totalmente satisfeito” e acredita que “a justiça será feita”. Questionado sobre a atuação da equipe de defesa de Bruno, o pai de Eliza afirmou que irá pedir à Justiça para que o advogado Ércio Quaresma seja incluído como co-autor do crime.

“A estratégia da defesa é feita por uma pessoa drogada, que vive no mundo da lua, e uma hora fala uma coisa, outra hora muda tudo. Inclusive ele fala que minha filha está viva, que vai ser intimada a depor. Se ele sabe que minha filha está viva, ele deve saber onde ela está. Automaticamente, eu vou pedir à Justiça para que ele seja arrolado no inquérito como co-autor”, disse.

O advogado do pai de Eliza, Sérgio Barros da Silva, disse que pretende processar também o Flamengo por considerar que o clube tem responsabilidade pelas ações de seus atletas. Ele defendeu que o clube deposite em juízo qualquer valor seria pago ao goleiro para cobrir futuras indenizações à família de Eliza.

Barros da Silva afirmou ainda que o delegado lhe disse que o inquérito deve ser concluído em breve e tem provas “robustas” contra os acusados.

Encontro com Bola
Luiz Carlos ficou nas dependências do Departamento de Investigação por cerca de 2h30 e conversou com o delegado Edson Moreira. Lá, o pai de Eliza afirmou ter visto Marcos Aparecido do Santos, conhecido como Bola, apontado pela polícia como o executor da morte da jovem. “Eu vi o executor e a sensação foi de revolta. Como todo assassino frio e calculista, ele estava tranquilo”, disse.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos