Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Polícia de MG finaliza inquérito e indicia goleiro Bruno por homicídio, formação de quadrilha e mais 3 crimes

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

O delegado de Minas Gerais que investiga o desaparecimento da ex-amante do goleiro Bruno, Eliza Samudio, 25, confirmou no começo da noite desta quinta-feira (29) que o inquérito sobre o caso foi concluído. Em nota oficial, a polícia confirma que todos os suspeitos foram indiciados.

O goleiro Bruno Souza é indiciado pelos crimes de homicídio, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores. Os demais suspeitos foram indiciados pelos mesmos crimes. São eles: o amigo de Bruno Luiz Henrique Ferreira Romão (o Macarrão); Flávio Caetano de Araújo e Wemerson Marques de Souza (Coxinha)-- ambos acusados de esconder o bebê de Eliza--; a mulher do goleiro, Dayane Rodriques do Carmo Souza; Elenilson Vitor da Silva, caseiro do sítio do jogador; e Sérgio Rosa Sales (o Camelo), primo do atleta. Também foi indiciada Fernanda Gomes de Castro, uma suposta amante de Bruno.

Já o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (o Bola), apontado como o assassino de Eliza, foi indiciado por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver. Com exceção de Fernanda, todos já estão cumprindo prisão temporária em Minas Gerais. Os suspeitos negam os crimes.

A polícia vai encaminhar o inquérito, que tem oito volumes, cerca de 1.600 páginas e três anexos, para o Ministério Público nesta sexta-feira (30). Uma entrevista coletiva à imprensa será dada na tarde de amanhã para comentar a conclusão. 

O único suposto envolvido que não foi indiciado é o primo adolescente do goleiro, J.. Por ser menor de idade, seu processo é diferente e corre separadamente ao dos demais envolvidos. Ele aguarda julgamento pelo Juizado da Criança e do Adolescente de Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte).

Identificação criminal
Hoje, o goleiro Bruno Souza e mais sete suspeitos foram até a delegacia para fazer um procedimento denominado identificação criminal. Segundo o delegado , o grupo preencheu um formulário com informações básicas, como endereço, profissão, salário e número de dependentes, num procedimento que também serve para finalizar o inquérito e preparar o indiciamento.

A assessoria da Polícia Civil informou que esse "levantamento da vida pregressa" do preso não inclui a coleta de digitais, como chegou a ser informado mais cedo. Porém, a advogada da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Cintia Ribeiro, que acompanha o caso, esteve por volta de 12h de hoje no DI para averiguar denúncia dos advogados de defesa de que a coleta de digitais dos suspeitos estava sendo feita na delegacia. Segundo ela, os defensores foram impedidos de entrar no DI para acompanhar o procedimento.

"Como neste momento eles estão na condição de suspeitos, a identificação digital não é necessária", explicou. A advogada afirmou que irá fazer um relatório e vai entregar ao presidente da OAB de MG com a versão das duas partes.

Os suspeitos voltaram para onde cumprem as prisões temporárias: Bruno, Macarrão, Bola, Flavio, Wemerson e Elenilson estão na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de BH; Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, está preso na Ceresp (Centro de Remanejamento de Presos) São Cristóvão, e Dayanne está detida na penitenciária feminina Estevão Pinto, em Belo Horizonte.

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