Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

MP tem uma semana para decidir se oferece denúncia sobre caso Bruno à Justiça

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

O promotor Gustavo Fantini tem até o dia 6 de agosto (sexta-feira da semana que vem) para dar seu parecer sobre o inquérito que investiga o sumiço e possível assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Souza, suspenso do Flamengo. O Ministério Público de Minas Gerais pode aceitar ou rejeitar a denúncia, ou até pedir novas diligências, se julgar necessário.

Se oferecer denúncia, o Ministério Público terá que entregar o parecer do caso para a juíza Marixa Fabiane, presidente do 1º Tribunal do Júri de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Procurado pela reportagem, o promotor disse que não dará declarações à imprensa.

O inquérito foi concluído ontem (29) e tem oito volumes, três anexos e 1.600 páginas. No final das investigações, Bruno foi indiciado por homicídio, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores.

Também foram indiciados pelos mesmos crimes os demais envolvidos: Luiz Henrique Ferreira Romão (Macarrão), Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza (Coxinha), Dayane Rodriques do Carmo Souza (mulher de Bruno), Elenilson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales (Camelo, primo de Bruna) e Fernanda Gomes de Castro (amante de Bruno).

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (Bola) foi indiciado por homicídio qualificado (motivo torpe, utilização de meio cruel e recurso que dificulta a defesa da vítima), formação de quadrilha e ocultação de cadáver. Dos nove indiciados, oito estão presos na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem (MG). Fernanda é a única que está em liberdade.

O delegado Edson Moreira, responsável pela investigação do desaparecimento de Eliza Samudio, afirmou em entrevista coletiva concedida na tarde desta sexta-feira que a moça foi sequestrada e morta em um esquema premeditado que envolveu todos os indiciados pelo crime.

Segundo o delegado, a gravidez de Eliza, em meados de 2009, e a consequente pressão da moça para fazer Bruno assumir a criança teria "despertado" a ira do atleta, fazendo-o planejar sua morte. No final do ano passado, Eliza denunciou à polícia do Rio que foi agredida pelo jogador.

O plano para executar a vítima teria começado a ser delineado em maio de 2010, quando Bruno reconquistou a confiança de Eliza e a fez ir para um hotel no Rio de Janeiro --local onde teria se dado o início do sequestro. O plano foi executado em junho porque Bruno estava de folga.

O corpo de Eliza não foi encontrado, mas, segundo Moreira, há materialidade indireta do crime. Segundo o delegado, o primeiro depoimento do menor J., primo de Bruno, foi comprovado cientificamente, apesar de ele ter mudado de versão posteriormente. O menor foi a principal fonte de informação da polícia, detalhando desde o momento do sequestro até a suposta morte de Eliza. Segundo o delegado, peritos foram consultados e comprovaram que uma asfixia poderia ocorrer da forma descrita pelo menor. "Um leigo não saberia detalhar com exatidão uma asfixia", disse Moreira.

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