"O carrasco do Bruno é o próprio filho dele", diz pai de Eliza em MG

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

O pai de Eliza Samudio, o empresário Luis Carlos Samudio, esteve na manhã desta sexta-feira (30) na Delegacia de Homicídios de Minas Gerais para "acompanhar o fechamento do inquérito" no qual o ex-amante de sua filha, o goleiro Bruno Souza, é indiciado por homicídio, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores.

Ele ficou 20 minutos no local e conversou brevemente com a imprensa. "O carrasco do Bruno é o próprio filho dele. E ele tentou matar uma vez, e depois dar sumiço na favela", disse ele, referindo-se à tentativa de Souza de abortar o filho e, posteriormente, de ter supostamente pedido para  sua atual esposa entregar o menino em uma comunidade carente de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Perguntado se perdoaria o goleiro, ele desconversou. "Quem perdoa é Deus', alegou, afirmando que está acompanhando cada passo das investigações sobre o desaparecimento de sua filha.

Ontem, ele disse que vai processar o advogado Ércio Quaresma, defensor de Bruno e de outros suspeitos de envolvimento no desaparecimento da garota.

O advogado já disse que Eliza está viva e pode estar escondida para prejudicar o goleiro ou por vergonha por ter sido atriz pornô. Além disso, incluiu a ex-amante de Bruno como testemunha no processo por sequestro e agressão no Rio.

"Se ele sabe onde está minha filha, é porque está mantendo-a em cárcere privado. Ele está querendo brincar com as investigações, está debochando de tudo", afirmou Samudio.

O empresário disse também que vai processar o Estado do Rio, que teria sido "omisso e inerte" por não ter garantido segurança para Eliza ainda em 2009. "Se tivessem tomado uma atitude e aplicado a lei Maria da Penha, a Eliza estaria viva aqui com a gente".

Samudio também quer responsabilizar o Flamengo, o qual também acusou de omissão, e que vai pedir à Justiça que o salário de Bruno seja depositado em juízo para servir posteriormente como indenização pelo crime e para pagar os custos do filho de Eliza, supostamente filho do jogador.

Encontro com Bola
O pai de Eliza disse ter sentido "revolta" quando viu hoje, no Departamento de Investigações, o suposto assassino de sua filha, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.

"Ele estava tranquilo, sentado em uma cadeira. Eu fiquei sentido, a sensação de revolta foi muito grande, tive que fazer de tudo para me conter e não invadir a sala", afirmou Samudio.

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