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Caso Eliza Samudio

Advogados de Bruno vão tentar libertá-lo com habeas corpus no STJ

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

  • Alex de Jesus/O Tempo/Futura Press

    O goleiro Bruno aparece de cabelo raspado na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG)

    O goleiro Bruno aparece de cabelo raspado na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG)

A defesa do goleiro Bruno Souza pretende entrar nesta semana com pedido de habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar liberar o atleta, que está preso na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, localizada na cidade de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.

Ele e mais sete suspeitos foram indiciados na última sexta-feira (30) pela Polícia Civil de Minas Gerais pelo desaparecimento e suposto assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do jogador. Além dele, estão na unidade prisional Luiz Henrique Romão, o Macarrão, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, Flávio Caetano de Araújo e Wemerson Marques de Souza, o “Coxinha”, além do caseiro do goleiro Elenílson Vítor da Silva.

“Vamos fazer isso ainda nesta semana. Estamos apenas esperando o fim do recesso do tribunal”, disse o advogado Frederico Franco, que integra a equipe de defesa.

Ele também afirmou que os advogados estudam pedir a revogação de prisão do goleiro na Justiça do Rio de Janeiro, onde tramita processo que investiga suposto sequestro e agressão de Eliza em outubro do ano passado. Segundo a equipe de defesa, que conta com o advogado Ércio Quaresma, mesmo se o pedido for aceito, o goleiro permanecerá preso em Minas Gerais, por conta da prisão temporária decretada pela Justiça mineira.

No inquérito concluído na sexta-feira pela Polícia Civil de MG e remetido ao Ministério Público, há pedido de conversão da prisão temporária em prisão preventiva feita pelos delegados que cuidam do caso. A polícia ainda pediu a prisão preventiva de Fernanda Castro, outra amante de Bruno e que foi indiciada ao final das investigações.

A reportagem do UOL Notícias entrou em contato com a juíza Marixa Fabiane, presidente do 1º Tribunal do Júri de Contagem, que adiantou somente analisar o pedido da polícia sobre a prisão de Fernanda quando o inquérito retornar do Ministério Público. O órgão tem prazo até a próxima sexta-feira (6) para dar o seu parecer.

Advogado questiona Justiça mineira
A assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou também que o advogado Ércio Quaresma entrou com pedido de habeas corpus questionando a competência da comarca de Contagem para julgar o caso se porventura o Ministério Público oferecer denúncia contra os acusados e a Justiça aceitar o pedido.

O advogado argumenta que, nessa hipótese, o caso teria de ser julgado em Vespasiano, município no qual está localizada a casa de Marcos Aparecido dos Santos, onde Eliza teria sido morta.

Em resposta, o desembargador Hélcio Valentim, plantonista no último fim de semana, solicitou à juíza Marixa Fabiane que se posicione, em no máximo dez dias, sobre o fato. No entanto, ele negou a suspensão do procedimento e dos atos preparatórios para uma possível ação (análise do inquérito pelo Ministério Público e pela própria juíza), pedido que constava do habeas corpus feito por Quaresma.
 

Força-tarefa

Promotor do caso Bruno pede reforços para analisar
1.600 páginas de inquérito

Visitas aos presos
Neste domingo (1), familiares puderam visitar no presídio Bruno, Macarrão e Bola, indiciado pela polícia como o executor de Eliza.

A visita foi acompanhada por equipes do presídio, segundo a assessoria da Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais. Somente no próximo final de semana os três terão direito a receber os parentes de forma privada.

A avó do goleiro, Estela Santana, 78, que criou Bruno desde criança após ele ser abandonado pelos pais, ficou das 13h30 até as 17h no local. Ela não conversou com a imprensa. Foi a segunda vez que a avó teve contato com o jogador depois que ele foi preso. No dia 27 do mês passado, ela foi autorizada pela Subsecretaria de Administração Prisional de Minas Gerais a ver o neto, por 10 minutos, acompanhada de funcionários da unidade prisional. Na ocasião, segundo o advogado Ércio Quaresma, o atleta chorou ao vê-la.

De acordo Luiz Ferreira, 65, avô de Macarrão, o neto almoçou macarronada, prato preferido dele, e ainda recebeu o pai, que ficou no local das 13h às 17h. Shirley Ferreira, tia de Macarrão, disse que a segunda filha dele deverá nascer nesta semana, provavelmente em maternidade na cidade de Nova Serrana (MG), região Centro-Oeste.

Já o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos se reuniu com dois filhos, que chegaram ao local por volta das 13h e saíram às 17h. Os outros três indiciados que estão na Nelson Hungria poderão receber visitas a partir do próximo sábado.

Segundo a secretaria, a mulher do goleiro, Dayanne de Souza, e Sergio Rosa Sales, conhecido como “Camelo” e primo do jogador, não foram visitados. Ela está detida na penitenciária Estevão Pinto, na capital, e conforme a secretaria, nenhum parente dela se cadastrou até o momento para ter direito a visita. Já Sales está no Ceresp São Cristóvão, anexo ao Departamento de Investigações, em Belo Horizonte.

O adolescente J., outro primo de Bruno, acusado pelo Ministério Público de participar do crime, está internado no CEIP ( Centro de Internação Provisória) São Benedito, no bairro Horto, região Leste de Belo Horizonte.

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