Servidores do Judiciário paulista vão a Brasília; greve dura quase cem dias

Do UOL Notícias

Em São Paulo

Em semana de protestos, os servidores do Judiciário paulista chegam a Brasília nesta terça-feira (3) onde fazem manifestações em frente ao prédio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF). A paralisação, a maior da história do Estado, completa cem dias nesta quinta-feira (5).

  • Em junho, os grevistas ocuparam o Fórum João Mendes, na capital paulista, onde passaram quase 48 horas; greve completa cem dias nesta quinta

A intenção dos grevistas é de sensibilizar o CNJ a fazer uma auditoria no Tribunal de Justiça paulista. Segundo a Associação dos Oficiais de Justiça do Estado, enquanto não forem atendidas as reivindicações, a greve não será encerrada.

Protestos e vigílias também estão programados nos fóruns de SP. Na capital, a vigília está prevista para a praça João Mendes, em frente ao maior fórum da América Latina e a poucos metros da sede do Tribunal de Justiça.

Os manifestantes prometem levar 18 ônibus com representantes de 50 comarcas do Estado. Além dos protestos no CNJ e no STF, os servidores programaram manifestações na frente ao Congresso Nacional e no Centro Cultural Branco do Brasil, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva despacha por conta da reforma no Palácio do Planalto.

Reivindicações
Além da reposição salarial de 20,16%, outra reclamação dos grevistas é para que o tribunal não desconte as horas paradas. No dia 21 de julho, o Órgão Especial do TJ se reuniu e decidiu, em caráter extraordinário, manter o desconto. A categoria só aceita negociar se o tribunal melhorar a proposta. O TJ oferece 4,77%, em projeto de lei a ser enviado à Assembleia Legislativa, e mais 20,16% a serem incluídos na proposta orçamentária do tribunal para 2011.

Com relação aos protestos, o TJ informou que não irá se manifestar e que não há novidades na proposta oferecida. Na quarta-feira (4) a categoria se reúne em frente à Assembleia Legislativa de SP para decidir os rumos da greve. Antes disso, uma audiência pública foi marcada na sede do Legislativo paulista para discutir a crise no Judiciário de São Paulo.

De acordo com a seccional paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e o comando de greve, a adesão média à greve é de 30% dos servidores. O percentual apontado pelo Tribunal de Justiça é bem menor: entre 5% e 15%.

A OAB estima que a paralisação tenha provocado o prejuízo de 300 mil processos represados, 280 mil sentenças não proferidas e 100 mil audiências desmarcadas. Os números, no entanto, são menores do que a greve de 2004, que durou 91 dias: 1,2 milhão, 600 mil e 400 mil, respectivamente. À época, a adesão dos servidores ao movimento grevista foi maior.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos