PF prende 12 em operação contra crimes na internet em Tocantins

Do UOL Notícias

Em São Paulo

A Polícia Federal em Tocantins prendeu 12 pessoas na manhã desta quarta-feira (4) na Operação Trojan, em Tocantins, com objetivo de cumprir 20 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal no Estado.

Ao todo, 110 policiais federais atuam na operação, dando cumprimento aos mandados judiciais nas cidades de Palmas e Paraíso do Tocantins, distante 60 km da capital, região onde atuavam, segundo a PF, os investigados e os líderes da quadrilha. Dezessete mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Segundo balanço inicial, foram apreendidos computadores, boletos bancários, cartões bancários e celulares.

As investigações tiveram início em outubro de 2008, depois de denúncias recebidas de agências bancárias. Membros da quadrilha enviavam milhares de e-mails com um vírus do tipo Trojan anexado. O vírus, depois de se instalar nos computadores de correntistas, copia o número das contas e as senhas e enviava os dados para os "crackers". Com as informações, eram realizadas transferências de valores para contas de "laranjas" e também eram efetuados pagamentos de boletos bancários.

Segundo as investigações, a quadrilha desviava o dinheiro por meio de transações de contas correntes para contas-laranja mantidas pelo grupo. Existia um grupo de "aliciadores" que buscava pessoas que "alugavam" contas bancárias para que a quadrilha sacasse o dinheiro.

Participavam também do esquema criminoso comerciantes e empresário, fornecendo boletos bancários de suas empresas (água, luz, telefone, IPVA, DARE, GPS etc) para que fossem pagos via internet de forma fraudulenta, utilizando contas de terceiros. Os valores recebidos pelos “crackers”, para que efetuassem o pagamento dos boletos, giravam em torno de 40% a 60% do total a ser pago.

A quadrilha agia principalmente na cidade de Palmas. Os detidos durante a operação deverão responder pelos crimes de formação de quadrilha (de um a três anos de prisão) e furto qualificado mediante fraude (de dois a oito anos de prisão).

Depois de deflagrada a operação, com a prisão dos crackers já identificados, ainda serão realizadas perícias dos materiais apreendidos, com o intuito de identificar e responsabilizar outros integrantes, além de precisar o montante de valores desviados pelos criminosos.

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