Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Após curetagem, suposta amante do goleiro Bruno retorna à penitenciária

Rayder Bragon
Especial para UOL Notícias
Em Belo Horizonte

  • Daniel Iglesias/O Tempo/Agência O Globo

    Fernanda é acusada de participação no sumiço de Eliza

    Fernanda é acusada de participação no sumiço de Eliza

Fernanda Castro, suposta amante do goleiro Bruno, deixou a Maternidade Octaviano Neves, em Belo Horizonte, por volta das 11h40 desta segunda-feira (9), após ter sido submetida a um procedimento de curetagem ontem. Fernanda foi levada novamente ao complexo penitenciário feminino Estevão Pinto, onde está desde a última quinta-feira pelo suposto envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio.

Segundo o diretor clínico do hospital, Ataíde Lucindo Júnior, no momento ela “está em ótima condição de saúde e com todos os exames normais”. Lucindo e a ginecologista Emilce Perecini foram os responsáveis pela curetagem uterina realizada em Fernanda. Há suspeita de que ela estivesse grávida, no entanto, o exame que pode confirmar essa hipótese sai em 10 dias.

“Ninguém em momento algum falou em gravidez. Fizemos um atendimento a uma paciente que estava com hemorragia. Ela apresentava um quadro hemorrágico de moderado a grave”, afirmou a ginecologista. Segundo a médica, Fernanda comentou que estava com atraso menstrual de aproximadamente oito semanas.

Os médicos disseram que receitaram para Fernanda um contraceptivo para regular o ciclo menstrual. Antes de deixar o hospital na manhã de hoje, Fernanda realizou novos exames para a equipe médica verificar uma possível anemia em razão da perda de sangue, mas a hipótese foi descartada.

O advogado de Fernanda, Ércio Quaresma, confirmou que ela realizou um teste de gravidez anteriormente, mas afirmou que não vai divulgar o resultado.

Mandado

A prisão preventiva de Fernanda e dos outros réus, que estavam cumprindo prisão temporária, foi decretada pela juíza Marixa Fabiane, do 1º Tribunal do Júri de Contagem (Grande BH), acatando pedido feito pelo Ministério Público de Minas Gerais. A magistrada também aceitou as denúncias feitas pelo MP.

Além dela, o promotor Gustavo Fantini havia denunciado Bruno e mais seis por quatro crimes: homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Já Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como executor do homicídio, foi denunciado pelo MP por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A denúncia de formação de quadrilha foi retirada.

Com a prisão preventiva decretada, Bruno e os demais continuarão presos até a data do julgamento, caso os pedidos de habeas corpus não sejam aceitos.

Além do goleiro, estão detidos na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, Luiz Henrique Romão (Macarrão, amigo do goleiro), o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (Bola, apontado como executor do homicídio), Elenílson Vítor da Silva, caseiro do goleiro, e os amigos Flávio Caetano de Araújo e Wemerson Marques de Souza (Coxinha).

A mulher do goleiro, Dayanne Souza, está presa na mesma unidade prisional de Fernanda.

Já Sérgio Rosa Sales (o Camelo), primo do jogador, permanece no Ceresp (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional) São Cristóvão, anexo ao Departamento de Investigações, em Belo Horizonte.

Se condenados, a pena de Bruno e os demais pode chegar a 42 anos de prisão. Para Bola, a condenação é de 33 anos.

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