Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Polícia continua buscas por corpo de Eliza; "É como procurar uma agulha no palheiro", diz delegado

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

  • Marcelo Theobald/Arquivo - agência O Globo

    Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Souza (foto), está desaparecida desde o começo de junho

    Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Souza (foto), está desaparecida desde o começo de junho

O delegado da Polícia Civil de Minas Gerais Wagner Pinto, chefe da Divisão de Crimes Contra a Vida, disse nesta terça-feira (10) que corre contra o tempo na tentativa de localizar o corpo de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Souza, que está desaparecida desde o começo de junho.

Apesar de afirmar que não há data para o encerramento das investigações, o delegado deixou claro que, quanto mais os dias passam, mais diminuem as chances de localização do corpo.

“Nós estamos efetuando os levantamentos, mas por enquanto, [eles se mostraram] infrutíferos. Não chegamos ainda a nenhum resto mortal. Logicamente, com o tempo [as buscas] vão esvaziando, vai esfriando, porque os elementos para as buscas vão se perdendo, vão se esgotando”, afirmou o policial.

As buscas, segundo ele, são orientadas pela reprodução da rota feita pelos acusados de sequestrar e matar Eliza, fato que teria ocorrido no dia 10 de junho, segundo o inquérito da polícia. As ligações recebidas pelo disque-denúncia (181) também estão sendo avaliadas.

“Estamos checando informações, algumas evidências e elementos dentro do próprio inquérito que possam ajudar, mas é como procurar uma agulha no palheiro”, disse o delegado.

“Por ora, ainda não vamos desistir. Vamos nos reunir oportunamente, esperar as investigações avançar mais um pouco, esgotar as possibilidades, e depois disso vamos definir”, finalizou.

Acusados
O Ministério Público denunciou Bruno e mais sete por quatro crimes envolvendo o caso: homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Já Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como executor do homicídio, foi denunciado pelo MP por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A Justiça aceitou todas as denúncias e decretou a prisão preventiva dos acusados. Todos negam envolvimento no crime.

Com a prisão decretada, Bruno e os demais continuarão presos até a data do julgamento, caso os pedidos de habeas corpus não sejam aceitos. Além do goleiro, estão detidos na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, Luiz Henrique Romão (Macarrão, amigo do goleiro), o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (Bola, apontado como executor do homicídio), Elenílson Vítor da Silva, caseiro do goleiro, e os amigos Flávio Caetano de Araújo e Wemerson Marques de Souza (Coxinha).

A mulher do goleiro, Dayanne Souza, e a suposta amante do atleta, Fernanda Castro, estão presas na penitenciária Estevão Pinto, e Sérgio Rosa Sales (o Camelo), primo do jogador, permanece no Ceresp (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional) São Cristóvão, anexo ao Departamento de Investigações, em Belo Horizonte.

Já o menor J., primo de Bruno, foi condenado pela Vara da Infância e Juventude de Contagem (MG) a cumprir medida socioeducativa por prazo indeterminado pela acusação de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado.

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