Advogado vai recorrer da sentença dada a adolescente pelo desaparecimento de Eliza Samudio

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

O advogado Eliezer Jônatas Lima disse nesta quarta-feira (11) que vai recorrer da decisão imposta pela Justiça ao adolescente J., primo do goleiro Bruno Souza. Na última segunda-feira (9), o juiz Elias Charbil Abdou Obeid, da Vara da Infância e Juventude de Contagem (MG), sentenciou J. a internação por tempo indeterminado (a cada seis meses a pena é revista) por período máximo de três anos por ter praticado atos infracionais análogos a sequestro e cárcere privado e homicídio triplamente qualificado de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador.

No documento que apresentará ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o advogado de defesa vai apresentar contra-argumentação relevante no que diz respeito ao homicídio. Segundo ele, o juiz se baseou em provas testemunhais, tanto do adolescente quanto de um tio dele, que afiançou a participação do jovem no suposto assassinato de Eliza.

O principal trunfo de Lima para rebater a decisão será o fato de que J. desmente em depoimentos as versões anteriores sobre a participação no crime. Inicialmente, o jovem havia afirmado que no dia 10 de junho deste ano presenciou o assassinato de Eliza na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte.

“Ele (juiz) só se esqueceu, e não faz menção disso em momento algum, que no dia da acareação (entre J. e Sérgio Rosa Sales, outro primo do goleiro que foi denunciado pelo Ministério Público por envolvimento no caso), no dia 27 de julho, o menor desmentiu tudo”, disse o advogado.

Segundo Lima, a condenação pelo homicídio, levando-se em conta apenas os depoimentos, não poderia ter sido dada. “A confissão por si só não é prova suficiente para condenação. A lei penal é clara sobre isso. Tem que estar aliada a outras provas”, avaliou.

O advogado também vai tentar desqualificar o testemunho de um tio de J., que disse ter ouvido do sobrinho a versão que corrobora a participação do jovem no crime. “Aquele camarada não viu nada. Ele não presenciou nada. Ele só contou à polícia do Rio de Janeiro, mesmo assim de força distorcida, o que ele supostamente ouviu do menino”, frisou, ressaltando que vai apresentar o recurso assim que for intimado pela Justiça.

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