Light vai instalar sensores nas galerias do Rio para evitar explosão de bueiros

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

A Light, distribuidora de energia do Rio de Janeiro, anunciou novas ações para a manutenção da rede subterrânea da cidade e informou que vai instalar sensores nas galerias para evitar novas explosões em bueiros.

Os sensores terão monitoramento remoto e vão permitir a fiscalização das câmaras transformadoras em tempo real. Em um primeiro momento, serão instalados 720 sensores nos locais considerados mais sensíveis. Mas a previsão é de que até 2014 a nova tecnologia esteja instalada em todas as 4.000 galerias da empresa.

A empresa também fez uma mudança nas tampas das caixas de inspeção que melhora a ventilação e permite a saída de gases combustíveis e está instalando trancas nos bueiros que dão acesso às redes subterrâneas, para evitar que as pessoas entrem pelas galerias para roubar os cabos.

Nos últimos dez meses, já foram nove casos registrados. Após o acidente no final de junho que deixou um casal de norte-americanos gravemente feridos –a mulher teve 80% do corpo queimado e o homem, 30%–, no mês de julho pelo menos outros dois bueiros assustaram moradores. Um deles explodiu no dia 18, em Laranjeiras, e outro no dia 30, em Copacabana. Não houve deslocamento da tampa da câmara subterrânea e nem feridos.

De acordo com o especialista Moacyr Duarte, coordenador do Grupo de Análise de Risco Tecnológico Ambiental da Coppe/UFRJ, acidentes desse tipo podem ser causados por contaminação da câmara subterrânea (por gás ou combustível automotivo) ou operação anormal de um equipamento (como um curto-circuito).

Duarte argumenta que a prevenção começa no mapeamento da utilização da rede subterrânea. “Um mapeamento vai determinar onde as caixas de gás ficam mais perto das caixas elétricas mais perigosas, e a partir disso vai fazer um modelo de manutenção com uma frequência adequada para o risco de cada câmara, ou conjunto de câmaras, e com um procedimento de inspeção adequado”, esclarece o pesquisador da Coppe/UFRJ. Tal mapeamento não existe na cidade.

Explosão em Copacabana
A norte-americana Sarah Nicole Lowry, 28, que teve 80% do corpo queimado após a explosão de um bueiro em Copacabana, continua internada na unidade de queimados da clínica São Vicente, na Gávea, também na zona sul. No início do tratamento, logo após o acidente ocorrido no dia 29 de junho, o médico Marco Aurélio Pellon havia previsto que a paciente poderia ter alta em 45 dias. No entanto, o tratamento foi estendido e Sarah só deve deixar a clínica no final do mês de agosto.

Apesar de já ter saído da UTI e estar respondendo bem ao tratamento, Sarah ainda corre risco de morrer, dada a extensão das queimaduras. De acordo com Pellon, pessoas com 80% do corpo queimado possuem apenas 10% de chance de sobreviver.

O marido de Sarah, o também norte-americano David James McLaughlin, que teve 30% do corpo queimado ao tentar socorrer sua mulher, teve uma recuperação mais rápida e obteve alta no último dia 26.

Sobre o acidente, a Light afirma que está aguardando a conclusão de um diagnóstico de técnicos do Centro de Pesquisas em Energia Elétrica (Cepel), instituto contratado pela concessionária para apurar as causas da explosão.

Indenização por queda
E não são apenas as explosões que geram problemas quando se trata de bueiros. A Prefeitura do Rio de Janeiro foi condenada a pagar uma indenização de R$ 5.000 a uma mulher que caiu num bueiro destampado em Ricardo de Albuquerque, subúrbio do Rio.

O acidente aconteceu em 2007. A vítima diz sentir até hoje dores no pé ao caminhar e ter ficado com uma cicatriz na perna esquerda. A prefeitura ainda pode recorrer da decisão.

* com reportagem de Daniel Milazzo.

 

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos