Após queda de avião, passageiros relatam transtornos no RJ

Daniel Milazzo

Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Espera e filas foram o resultado, para os passageiros do aeroporto Santos Dumont, da queda de um avião Learjet 55 da Ocean Air Táxi Aéreo na baía da Guanabara na manhã desta quinta-feira (12). A aeronave foi retirada da água por volta das 17h, mas os transtornos continuaram para quem tentava embarcar.

Após o acidente, mais de 60 voos foram cancelados e 16 foram transferidos para o aeroporto internacional Tom Jobim. Mais de 50% dos voos previstos tiveram problemas com atrasos e cancelamentos até as 19h. O aeroporto também suspendeu voos e decolagens por mais de duas horas durante a tarde, e a pista principal foi liberada somente às 19h17.

A representante farmacêutica Cristiane Feitosa, 32, que embarcaria com destino a Curitiba, com escala no aeroporto de Congonhas (SP), teve o voo transferido para o Tom Jobim. “Estou voltando de uma reunião da empresa e quero voltar pra casa. A gente trabalha amanhã, né?”, reclama. Agora, ela vai direto para Curitiba às 21h10.

Sem alternativa, os passageiros utilizaram táxis para ir até o outro aeroporto fluminense, e algumas empresas oferecem o transporte de ônibus fretado.

Ricardo Sampaio, 28, advogado, embarcaria às 16h57 com a mulher e a filha, de nove meses, com destino à cidade mineira de Uberlândia. Por volta das 17h, recebeu a informação de que a aeronave da Passaredo não tinha combustível suficiente para ficar sobrevoando o aeroporto, fechado naquele momento.

“Tivemos a informação em cima da hora. Agora teremos que ir para um hotel e acordar amanhã cedo para ter mais informações. Atrapalha tudo, até acabou a fralda”, relatou.

Apenas com o almoço, o técnico Igor Hungria, 28, contou que precisou se esforçar para manter a calma. “Ninguém merece. Claro, a gente entende, tem que ficar calmo, mas, poxa, é muita falta de informação. Ninguém sabe de nada.” Igor partiria às 16h56 rumo a Curitiba em um voo da TAM. Agora, terá de enfrentar o trânsito até o aeroporto Tom Jobim para embarcar, e ainda não tem o horário do novo voo.

Programada para partir no mesmo voo de Igor, a notária Denise Moll, 43, também se queixou do cansaço provocado pela espera. “Isso aqui está um desconforto. O ruim é não saber o que vai acontecer. Era para eu estar em casa às 19h, mas agora nem pensar”, afirmou. Ela também reclamou que a única justificativa apresentada pela empresa foi a de que um avião caiu e que a culpa não era da companhia aérea.

Por volta das 19h, a situação do aeroporto já era tranquila. Até as 21h, do total de 147 partidas programadas, 41 foram canceladas e 10 estavam atrasadas.

Problema na decolagem
Em entrevista coletiva nesta tarde, o diretor operacional da Ocean Air Táxi Aéreo, Ricardo Santos, afirmou que um problema foi detectado pelo piloto após a decolagem do Santos Dumont. Ele perdeu as comunicações e os instrumentos. O procedimento foi retornar para o aeroporto e tentar fazer o pouso.

O piloto avisou a torre de controle através de um sinal de emergência enviado via transponder. No pouso, ocorreu outro problema, que impediu que o avião freasse e não extrapolasse o limite da pista.

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