Avião que caiu na baía da Guanabara (RJ) é retirado da água; problema foi detectado após decolagem

Daniel Milazzo

Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

A aeronave Learjet 55 da Ocean Air Táxi Aéreo, que se acidentou durante o pouso no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e caiu na baía da Guanabara na manhã desta quinta-feira (12), foi retirada da água às 17h . A Infraero contratou um guindaste e uma carreta de contra-peso para fazer a retirada do equipamento. Não houve feridos no acidente.

Em entrevista coletiva nesta tarde, o diretor operacional da Ocean Air Táxi Aéreo, Ricardo Santos, afirmou que um problema foi detectado pelo piloto após a decolagem do Santos Dumont. Ele perdeu as comunicações e os instrumentos. O procedimento foi retornar para o aeroporto e tentar fazer o pouso. O piloto avisou a torre de controle através de um sinal de emergência enviado via transponder. No pouso, ocorreu outro problema, que impediu que o avião freasse e não extrapolasse o limite da pista.

Avião que caiu no Rio
levaria Xuxa para Recife

  • Segundo a assessoria de imprensa da apresentadora Xuxa Meneghel, o avião que caiu na baía de Guanabara na manhã desta quinta-feira (12) levaria a artista para a cidade de Recife, onde ela vai participar do evento Monange Dream Fashion Tour.

Santos afirmou que as investigações para apurar as causas do problema estão a encargo da empresa e do Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos do Ministério da Defesa (Cenipa), que têm cinco dias para apresentar um laudo oficial inicial.

O diretor operacional acredita que o avião não tenha chegado a mil pés. Segundo ele, na tentativa de frear aeronave, o piloto deu um “cavalo de pau”. Ainda assim, a aeronave ultrapassou os 1.323 metros da pista do Santos Dumont, por cerca de dois ou três metros além da cabeceira, danificando a dianteira e caindo no mar. Uma aeronave como a que sofreu acidente não precisa de mais de 800 metros para realizar o pouso, conforme Santos.

Logo depois do acidente, ainda de acordo com o diretor operacional da empresa, piloto, copiloto e um funcionário da empresa --os únicos ocupantes da aeronave-- abriram a porta e saíram caminhando. Isso porque somente um terço da aeronave estava debaixo água. “Foi um caso fortuito”, afirmou Santos. “Acho que o piloto fez o procedimento preciso e acertado.”

Atrasos
O aeroporto, que suspendeu todas as operações desde as 16h05 para garantir a segurança dos trabalhos de remoção, voltou a operar após a retirada da aeronave, às 17h05. A pista principal foi liberada somente às 19h17.

Até as 21h, do total de 147 partidas programadas, 41 foram canceladas e 10 estavam atrasadas. Foram 16 voos transferidos para o aeroporto internacional Tom Jobim.

 

Veja imagens do acidente

Mais sobre a aeronave
O Learjet 55 da Ocean Air Táxi Aéreo está em operação desde 1986, e há quatro anos opera com essa empresa aérea. O avião passou por vistorias anuais, e a última foi feita há cerca de três meses, segundo o diretor operacional da Ocean Air.

A aeronave tem valor estimado em US$ 10 milhões, mas os prejuízos somente serão contabilizados após análise. A entrada de água no avião pode ter contribuído para aumentar o prejuízo, já que, após algumas horas do acidente, ela chegou a ocupar mais de dois terços do interior, dificultando a retirada do mar.

O piloto da aeronave tem 40 anos de experiência em voos. Ele e o copiloto estão suspensos por tempo indeterminado e irão passar por exames médicos de praxe, para definir se precisam de acompanhamento psicológico em razão do trauma do acidente. Depois, vão passar por um voo de avaliação operacional para decidir se podem voltar a voar.

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