Óleo já foi retirado de praias na região dos Lagos, diz Inea

Do UOL Notícias

Em São Paulo

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão executivo da Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, informou nesta quinta-feira (12) que o óleo encontrado no domingo na região dos Lagos já foi retirado completamente das praias atingidas.

De acordo com o instituto, a limpeza foi feita pelas prefeituras de Arraial do Cabo e Cabo Frio, e monitorada pelo Inea. Na terça, já havia óleo somente na Prainha, em Arraial. Ontem, uma nova vistoria foi realizada nas praias e nenhum resíduo foi encontrado.

A equipe técnica do instituto constatou a ocorrência de pelotas de óleo pesado, em forma de borra, nas praias das Dunas e do Forte, em Cabo Frio, e Prainha, Pontal e do Foguete, em Arraial do Cabo, durante sobrevoo sobre a região costeira do Estado, entre os municípios de Saquarema e de Búzios. O Inea foi comunicado do surgimento da mancha de óleo pela Capitania dos Portos.

Técnicos do Instituto Almirante Paulo Moreira, órgão de pesquisas da Marinha situado em Arraial do Cabo, recolheram o material e encaminharam para análise. O resultado, que pode identificar a origem do vazamento, deve ser divulgado em 20 dias. Uma das hipóteses é de que o óleo seja proveniente da limpeza mal executada em tanques de navios. Nesse caso, o responsável deve ser autuado pelo Inea.

Segundo os agentes do Serviço de Operações de Emergência do Inea, pela forma altamente esparsa da mancha, uma vez que a maior quantidade de óleo ficou espalhada nas areias das praias, não houve necessidade de colocação de boias de contenção, usadas para evitar que vazamentos atinjam outras regiões.

Investigações
O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro instaurou procedimento administrativo para apurar as causas do vazamento. O procurador da República Thiago Simão Miller, que atua em São Pedro da Aldeia, cobrou esclarecimentos do Inea, da Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo (Resexmar/AC), da Companhia Municipal de Administração Portuária (Comap), da Capitania dos Portos (Cabo Frio) e do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM).

Outro foco da investigação é a análise do dano ambiental eventualmente causado à região e as medidas necessárias para a sua recomposição. Também foram solicitadas explicações sobre as providências para conter o vazamento, a origem do óleo, bem como sobre os navios e plataformas fundeados ou que transitaram pela região nos últimos 15 dias.

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