Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Mãe de Eliza está recebendo assistência psicológica, afirma advogada

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias

Em Belo Horizonte

  • Christian Rizzi/Agência de Notícias Gazeta do Povo/AE

    Sônia Moura (dir.) carrega o neto Bruno, filho de Eliza Samudio, cujo suposto pai é o goleiro Bruno Souza

    Sônia Moura (dir.) carrega o neto Bruno, filho de Eliza Samudio, cujo suposto pai é o goleiro Bruno Souza

A advogada da mãe de Eliza Samudio disse na quinta-feira (12) que sua cliente está recebendo assistência psicológica por conta de um quadro depressivo. Segundo Maria Lúcia Borges, Sônia Moura chora todos os dias.

A mãe da jovem mora em Anhandui (52 km de Campo Grande-MS) e detém a guarda provisória do neto de 6 meses, filho de Eliza, cujo pai seria o jogador Bruno Souza, acusado de ser o mandante do suposto assassinato da ex-amante.

“A minha cliente está muito entristecida com o que estão fazendo com a memória da filha dela. Ela ficou uma pessoa amarga com tudo isso. Além de a filha dela ter desaparecido, ela não teve o direito de enterrar os restos mortais. Essa menina foi arrancada dela ainda na infância. Ela está passando por tratamento psicológico para poder digerir toda essa situação”, afirmou.

Segundo a defensora, as notícias veiculadas a respeito do suposto abandono de Eliza pela mãe, quando ela ainda era uma criança, não são verdadeiras.

“O pai (Luiz Carlos Samudio) brigou a vida inteira para manter a filha (Eliza) sob a guarda dele e afastada da mãe. Ela via a filha às escondidas. Ele não sabia que a mãe mantinha contato com a filha. Para ela ter um mínimo de contato com Eliza, tudo tinha de ser feito sob sigilo. Ele nunca permitiu esse acesso”, disse.

De acordo com Maria Lúcia, a cliente se separou do pai de Eliza por maus-tratos.

Guarda do filho de Eliza
A advogada disse ainda que Sônia Moura pretende extinguir a ação de reconhecimento de paternidade que tramita na Justiça do Rio de Janeiro, feita por Eliza contra o jogador quando ainda estava grávida.

Semana passada, o advogado Ércio Quaresma, defensor do goleiro, afirmou que o atleta vai fazer exame de DNA para saber se é pai da criança e exigir, caso se confirme a paternidade, sua guarda. Esse exame, de acordo com Quaresma deverá ser feito em um laboratório do exterior, ainda sem data definida.

“Se ele (Bruno) acha que é o pai, ele vai ter que postular uma ação. Mas até o momento, ele só negou que fosse o pai. A situação que ocorreu com a filha da minha cliente foi causada por essa negativa. Se ele se arrependeu e quer fazer o reconhecimento, é um direito dele”, disse a advogada.

Bruno e mais oito pessoas se tornaram réus em processo que tramita na Justiça de Minas Gerais sobre o desaparecimento de Eliza Samudio. Ele está detido na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), acusado de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor.

“Eu não acredito que o Judiciário possa colocar na mão desse suposto pai, se ficar comprovado que ele foi o mandante [do assassinato de Eliza], uma criança para ele educar. E essa criança só não foi morta porque Deus não permitiu”, afirmou.

De acordo com ela, a avó quer criar o neto “longe de tudo isso que aconteceu”. “O bebê está muito bem e sendo cuidado com todo o carinho que merece”, avaliou.

A mulher conseguiu a guarda provisória do neto, anteriormente sob os cuidados do avó Luiz Carlos Samudio, que mora em Foz do Iguaçu (PR) e é separado de Sônia.

Segundo as investigações da polícia, após o suposto assassinato de Eliza, no dia 10 de junho deste ano, o bebê passou a ser cuidado por Dayanne de Souza, mulher de Bruno.

No final do mês de junho, ela teria entregado a criança a Flávio Caetano de Araújo e Wemerson Marques de Souza (réus no processo) para que eles escondessem o menino. A criança foi encontrada pela Polícia Civil em uma casa no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte.

Na ocasião, Dayanne foi presa em flagrante. Em seguida, o menino, que estava em abrigo do Conselho Tutelar de Contagem, foi entregue pela Justiça ao avô por meio de medida cautelar emergencial, que o levou para o Paraná. No entanto, após a avó entrar com pedido de guarda, a Justiça converteu a tutela do bebê em favor de Sônia.

“Em no máximo 70 dias, eu espero que a Justiça dê a guarda definitiva a minha cliente”, ressaltou a advogada. Luiz Carlos Samudio ainda tenta reverter a questão.

A advogada afirmou ainda que Sônia contratou o advogado José Arteiro Cavalcante para acompanhar o processo que tramita em Minas Gerais. “Ele vai acompanhar toda a parte penal do caso. Ele e eu nos habilitamos como assistentes de acusação”, declarou.

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