Pediatra presa por contratar falso médico é demitida de hospital no RJ

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O Hospital RioMar, da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, anunciou que a médica Sarita Fernandes Pereira foi demitida nesta sábado (14). Segundo a assessoria do hospital, ela havia sido afastada quando a Polícia Civil iniciou investigação que apura a negligência no atendimento a uma menina de cinco anos na área de pediatria. A instituição estuda entrar com ações civil e criminal contra a médica.

A médica, presa hoje, é suspeita de ter contratado um falso pediatra que atendeu e liberou uma menina de cinco anos que sofria de convulsões e pode ter sido vítima de maus-tratos. Joanna Cardoso Marcenal Marins morreu ontem, depois de ter ficado internada em coma por 26 dias em uma outra clínica da cidade.

Sarita foi detida esta manhã por policiais da delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), acusada de ter contratado o estudante de medicina Alex Sandro da Cunha Silva para atuar como médico com um registro profissional falso. Alex foi o responsável que atendeu e liberou a menina de cinco anos que faleceu ontem na clínica pediátrica Amiu, de Botafogo, após 26 dias internada em coma.

A criança, que estava em coma deste a internação, no dia 19 de julho, apresentava lesões atribuídas pela mãe ao pai da criança. Os pais são separados e brigavam pela guarda da filha, que estava sob os cuidados do pai, o serventuário da Justiça André Marins, quando foi levada ao hospital.

Histórico
Durante as investigações sobre o caso, a Dcav chegou ao falso médico, responsável por liberar a menina, ainda desacordada. De acordo com o depoimento paterno, ele a levara ao hospital RioMar três vezes após observar os sintomas de convulsão. Na última vez ela teria sido liberada ainda inconsciente, com a explicação de que estava sedada.

Como não observou reação na menina, o pai decidiu levá-la para outro hospital, onde ficou internada por 26 dias até seu falecimento, na sexta-feira à tarde.

A mãe, a médica Cristine Ferraz, perdera a guarda da filha por 90 dias depois de a Justiça entender que ela sofria de síndrome parental, quando um dos genitores faz campanha difamatória contra o outro. Suspeita-se que a criança tenha sofrido maus-tratos por apresentar pequenos hematomas e marcas que supostamente seriam queimaduras de cigarro.

O pai, entretanto, nega as acusações. Segundo ele, a origem das marcas no corpo da menina seriam marcas das convulsões que tivera, motivo pelo qual a levara ao hospital.

A médica responsável pela contratação do falso médico foi presa em sua casa, no condomínio em Jacarepaguá, zona oeste da cidade. A prisão de Alex Cunha também foi decretada, mas os policiais não o encontraram em sua casa. Ele é considerado foragido da polícia. O falso médico responderá por crime de falsidade ideológica, exercício ilegal da medicina e uso de documentos falsos.

* Com informações da Agência Estado e da Folha.com

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