Municípios do Rio de Janeiro terão encostas mapeadas para prevenir deslizamentos

Alana Gandra
Da Agência Brasil

No Rio de Janeiro

Amanhã (17) será escolhida a empresa que fará os serviços de consultoria em geologia e cartografia de risco a escorregamentos em encostas do Rio de Janeiro. A licitação ficou a cargo do Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ), vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento.

Nesta segunda fase, o projeto prevê que 22 municípios sejam mapeados para juntarem-se aos oito que foram identificados na primeira fase. Os serviços têm valor estimado de R$ 1,074 milhão. Os contratos serão assinados no prazo de 15 dias e a companhia ganhadora terá 180 dias para executar o trabalho.

No primeiro edital, feito em maio passado, a vencedora foi a empresa Regea Geologia e Estudos Ambientais, de São Paulo, que apresentará até o final deste ano o resultado do mapeamento de oito cidades (Mangaratiba, Itaguaí, Parati, Rio Claro, Nova Iguaçu, Queimados, Piraí e Japeri).

O diretor de Geologia do DRM, Francisco Dourado, disse hoje (16) que ao final do primeiro semestre de 2011, quando deverão estar concluídos os mapeamentos dos 30 municípios mais críticos do estado, “a gente já vai começar a correr atrás de novos recursos, porque o nosso objetivo é ter os 92 municípios mapeados”.

O mapeamento dessas 30 primeiras localidades conta com investimentos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), da Secretaria Estadual do Ambiente, superiores a R$ 1,5 milhão. Para englobar os 62 municípios fluminenses restantes, Dourado estima que serão necessários R$ 3 milhões, porque “são localidades menores que não apresentam tantos problemas”.

O DRM-RJ espera receber até a próxima quarta-feira (18) os relatórios preliminares da Regea Geologia e Estudos Ambientais sobre os primeiros municípios que estão sendo mapeados. O trabalho faz parte do projeto “Implantação do Núcleo de Prevenção e Análise de Desastres Ecológicos” do DRM e do Centro de Gestão de Riscos Geológicos do Estado do Rio.

O mapeamento visa a identificar os pontos críticos e as áreas onde se concentram os deslizamentos. “Depois da identificação dos problemas, nós fazemos uma proposição de soluções para esses problemas”. O diretor explicou, entretanto, que não cabe ao DRM executar as ações, uma vez que o uso do solo é de competência dos próprios municípios. “O estado não pode intervir, a não ser que haja uma calamidade”.

Segundo salientou o diretor do DRM, a proposta do órgão é gerar subsídios técnicos para que as prefeituras possam submeter projetos aos Ministérios das Cidades e da Integração Nacional, “e a partir desse mapeamento preliminar, consigam recursos para poder executar as obras”.

Os 22 municípios objeto do segundo edital são Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, São João de Meriti, Magé, Maricá, São Gonçalo, Rio Bonito, Vassouras, Barra Mansa, Barra do Piraí, Paty do Alferes, Mendes, Paracambi, Paulo de Frontim, Miguel Pereira, Itatiaia, Resende, Casimiro de Abreu, Bom Jardim, Itaboraí e Saquarema.

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