Presidente do TRE-SE volta ao trabalho com escolta; "Nada disso vai inibir meu trabalho", diz

Paulo Rolemberg
Especial para o UOL Notícias

Em Aracaju

  • Ana Lícia Menezes/Jornal Cinform/AE

    Imagem mostra o veículo que transportava o presidente do TRE de Sergipe, alvo de um atentado na manhã de quarta-feira em Aracaju

    Imagem mostra o veículo que transportava o presidente do TRE de Sergipe, alvo de um atentado na manhã de quarta-feira em Aracaju

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Sergipe, desembargador Luiz Mendonça, retornou ao trabalho nesta quinta-feira (19) após sofrer um atentado na manhã de ontem. Escoltado por dois carros da Polícia Militar, ele deixou sua residência no mesmo horário do episódio, ocorrido em uma das principais avenidas de Aracaju.

Mendonça foi abordado por quatro homens encapuzados e teve o carro atingido por 37 tiros de armas de pistola e escopeta. O seu motorista, o cabo da Polícia Militar, Jailton Batista, foi atingido na cabeça e respira com ajuda de aparelhos, segundo o último boletim médico do Hospital de Urgência de Sergipe.

"O que aconteceu ontem foi passado. Já está desintegrado da memória", disse Mendonça ao sair de casa. O magistrado enfatizou que confia no trabalho das polícias Civil, Militar e Federal, que investigam o crime.

O presidente do TRE disse que o atentado não vai mudar sua rotina. "Quero dizer que nada disso vai inibir meu trabalho."

Ao chegar no Tribunal de Justiça de Sergipe, Luiz Mendonça recebeu a imprensa e contou detalhes do caso. "Quando os tiros começaram me abaixei no carro e me deitei no banco... O carro balançava muito, eu me senti dentro de uma rede, uma rede desconfortável", afirmou.

Segundo o presidente do TRE, após se abaixar ele percebeu que o motorista Jaílton Batista tinha aberto a porta do carro e estava caído no chão. "Por uma questão de intuição eu sabia que os bandidos, vendo que o motorista estava morto ou desmaiado, iriam se dirigir para consumar o crime próximo ao carro", lembrou.

Mendonça contou ainda que reagiu aos tiros ao utilizar uma submetralhadora que ficava embaixo do banco dianteiro do veículo. "Quando percebi a aproximação deles, e vendo a arma que era cautelada ao motorista, peguei (...) e efetuei os disparos. Eles, ao perceberem, se afastaram do carro.”

Mendonça foi atingido no ombro e por estilhaços de metal e vidro, mas passa bem.

A polícia informou que encontrou dois carros hoje pela manhã, mas não confirmou se os veículos tem relação com o atentado. As blitzs policiais continuam na cidade, segundo a Secretaria de Segurança Pública, mas ninguém foi preso até o momento.

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