Sequestro termina com resgate de vítima e morte dos dois suspeitos em GO

Luiz Felipe Fernandes

Especial para o UOL Notícias
Em Goiânia

A polícia resgatou na madrugada deste sábado (21) o pecuarista Evaristo Alves Meirelles Filho, 54, sequestrado na noite da última terça-feira em Caturaí, a 40 quilômetros de Goiânia. O cativeiro era uma casa abandonada numa fazenda da cidade vizinha de Avelinópolis.

Policias do Grupo Antissequestro da Delegacia de Investigações Criminais fizeram campana durante toda a noite próximo à casa. Ao perceberem a ausência dos criminosos, entraram no local e encontraram Evaristo acorrentado pelo pé. A partir daí, começaram as buscas pelos sequestradores.

Segundo a polícia, o primeiro foi encontrado numa mata da região. Houve troca de tiros e o bandido acabou morrendo. Minutos depois, o confronto com o segundo sequestrador também resultou na morte do criminoso.

Os corpos dos suspeitos permanecem em Avelinópolis e aguardam transferência para o IML (Instituto Médico Legal) de Goiânia. Apenas um deles foi identificado como sendo Pedro Henrique.

Humilhação

Na delegacia, Evaristo contou que durante os quatro dias em que esteve no cativeiro foi mantido acorrentado pelo pé ou pelo pescoço. “Eles me humilhavam, atiravam, falavam que iam me matar. Disseram que se o dinheiro não aparecesse iam cortar minha orelha e depois o pescoço e mandar a cabeça para a minha família”.

Ainda segundo a vítima, os sequestradores “fumavam maconha e bebiam pinga”.

Evaristo permanecia a maior parte do tempo com a cabeça coberta. De acordo com o delegado, o cômodo em que o pecuarista estava tinha cerca de um metro de altura, o que o obrigava a ficar agachado.

“Ele foi encontrado em condições sub-humanas, acorrentado, em um local muito sujo e com apenas alguns pacotes de bolacha vazios do lado”, relata.

Inexperiência

O delegado Douglas Pedrosa afirma que a inexperiência dos sequestradores dificultou as negociações. Eles exigiam R$ 100 mil pelo resgate. Segundo o delegado, os bandidos demonstravam instabilidade. “Um seqüestrador profissional sabe que tem que manter a vida da vítima”, explica.

O delegado afirma que teve receio de que um helicóptero que sobrevoava a região fazendo campanha eleitoral confundisse os sequestradores, que poderiam achar que estavam sob a mira da polícia.

Pelo que foi apurado até agora, um dos sequestradores havia trabalhado com um sobrinho de Evaristo. Dois revólveres, calibres 38 e 32, que teriam sido usados pelos criminosos, foram apreendidos.

Durante a tarde, equipes do Grupo Antissequestro vão voltar a Avelinópolis para acompanhar o trabalho da perícia no cativeiro.

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