Marinha encontra cinco minas da 2ª Guerra Mundial enterradas em área urbana de Maragogi (AL)

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias

Em Maceió

  • Corpo de Bombeiros de Alagoas

    No dia 11 de maio desse ano, funcionários que trabalhavam em uma obra de saneamento encontraram uma mina marítima enterrada a menos de dois metros de profundidade na areia da praia, no centro de Maragogi (AL)

    No dia 11 de maio desse ano, funcionários que trabalhavam em uma obra de saneamento encontraram uma mina marítima enterrada a menos de dois metros de profundidade na areia da praia, no centro de Maragogi (AL)

Três meses após encontrar uma mina marítima enterrada no litoral de Maragogi (135 km de Maceió-AL), a Marinha anunciou que outras cinco minas utilizadas para destruir navios durante a Segunda Guerra Mundial foram localizadas na cidade litorânea.

Das cinco minas, três estão na parte urbana da cidade (sendo duas no centro) e duas enterradas na areia da praia. Há ainda a suspeita de que uma sexta mina esteja enterrada na parte urbana, mas as autoridades não confirmam.

Segundo o capitão dos Portos em Alagoas, André Pereira Meire, as minas estão localizadas em áreas de grande concentração de moradores e necessitam de uma grande operação para serem retiradas, transportadas e detonadas em segurança. O trabalho, porém, só deve ser realizado após as eleições de outubro, a pedido da Prefeitura de Maragogi.

"Essas minas foram enterradas por moradores em áreas que, naquela época, há 70 anos, não eram ocupadas. Só que a cidade cresceu e hoje elas estão em áreas urbanas", afirmou.

Segundo Meire, todo o trabalho deve durar 25 dias. Uma equipe do Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais virá do Rio de Janeiro para auxiliar no trabalho. "Vários órgãos vão participar dessa operação, como prefeitura, Secretaria de Saúde, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, já que precisaremos interditar uma área de 150 metros de cada uma das minas e, claro, precisamos estar prontos se algo der errado", explicou.

Apesar de não saber se as minas ainda têm potencial explosivo, Meire afirma que a remoção é necessária. "Um raio, por exemplo, pode detonar um artefato explosivo. E vamos supor que, daqui a 15 anos, por exemplo, esse assunto caia no esquecimento e alguém vá escavar e cause uma explosão. Por isso foi decidido, após análise de equipe técnica, que as minas serão retiradas.”

Moradores de Maragogi estão assustados. "Fico com receio porque sei que essa bomba pode causar uma grande explosão", disse a comerciante Maria Aparecida, que vende artesanato na orla da cidade.

Primeira mina detonada
No dia 11 de maio desse ano, funcionários que trabalhavam em uma obra de saneamento encontraram uma mina marítima enterrada a menos de dois metros de profundidade na areia da praia, no centro da cidade. Militares do esquadrão antibombas da Polícia Militar foram até o município, retiraram e detonaram a bomba em uma área deserta.

Porém, devido à força dos explosivos, estilhaços da bomba foram arremessados a quase 1 km de distância e atingiram casas, hotéis e estabelecimentos comerciais, que protestaram contra a detonação em uma área próxima aos prédios.

À época, os militares explicaram que escolheram o local por conta da dificuldade em remover a bomba para mais longe. Segundo eles, não havia um lugar completamente seguro para detonação.

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