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Após segunda tentativa de resgate, morre baleia jubarte encalhada no RS

Baleia jubarte encalhada no RS tem 12 metros de comprimento e pesa cerca de 25 toneladas - Equipe de Regate Baleia Jubarte
Baleia jubarte encalhada no RS tem 12 metros de comprimento e pesa cerca de 25 toneladas Imagem: Equipe de Regate Baleia Jubarte

Lucas Azevedo<br>Especial para o UOL Notícias

Em Porto Alegre

26/08/2010 18h27

Apesar de todos os esforços da equipe de especialistas e do auxílio de policiais militares, bombeiros, veranistas e trabalhadores, a baleia jubarte que estava encalhada desde sábado na costa gaúcha não resistiu e morreu no final da tarde desta quinta-feira (26).

O animal morreu por volta das 17h30, logo após uma tentativa frustrada de removê-la de um banco de areia. A equipe de resgate estudava uma outra ação para ser efetuada durante a madrugada, durante a maré alta, e já contava com um segundo rebocador e holofotes. No entanto, logo após o primeiro procedimento de hoje, a jubarte parou de respirar.

“Ela estava em um banco de areia muito raso. Ela fez um esforço muito grande, por isso não resistiu. Imaginávamos que isso poderia acontecer, mas era a chance que tínhamos de tentar o resgate”, avalia o biólogo Paulo Henrique Ott, professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs).

O corpo da baleia permanecerá agora dentro d’água até amanhã, quando tratores da Prefeitura de Capão da Canoa retirarão o animal do mar. Serão feitos, então, exames mais detalhados para entender o que levou o animal a ficar preso tão perto da areia e a causa de sua morte.

Os biólogos têm interesse em recuperar o esqueleto do animal para ser utilizado para educação ambiental no Centro de Estudos Costeiros Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), na praia de Imbé (RS). Já a carne e a gordura devem ser descartadas em alguma área destinada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) do RS.

Apesar da morte da baleia, Ott elogiou a operação. "Todo o público presente na praia agiu com educação, respeitando o espaço que tínhamos para trabalhar. Fizemos o que podíamos e sabemos que não foi em vão”, desabafou.

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