Bruno e Macarrão chegam ao RJ para audiência sobre sequestro e lesão corporal contra Eliza

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

O goleiro Bruno Souza e o amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, chegaram ao Rio de Janeiro, no aeroporto de Santos Dumont, por volta das 10h50 desta quinta-feira (26). Eles vão participar da primeira audiência de instrução do processo aberto em 2009, no qual são acusados de sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio, ex-amante do jogador. Hoje, devem ser ouvidas ao menos cinco testemunhas de acusação, escolhidas pelo Ministério Público.

Serão ouvidas cinco testemunhas de acusação no caso. Milena Baroni Fontana, amiga de Eliza; Maria Aparecida Mallet, delegada da DEAM (Delegacia de Atendimento à Mulher); e três funcionários do condomínio de Bruno na Barra da Tijuca, Leandro Carlos Freitas, Matheus Larguer Dantas, Mauro José de Oliveira.

“A expectativa é de hoje já colher provas de que não houve crime algum”, afirmou um dos advogados de Bruno e Macarrão, Márcio Carvalho de Sá.

O advogado de Bruno, Ércio Quaresma, criticou a transferência dos clientes. “Já vi antes coisas absurdas nesse processo e essa situação dele vir ao Rio de Janeiro é mais uma”, afirmou. “Vamos tentar reverter isso para que tudo aconteça em Minas Gerais, já que ele tem residência fixa lá e está acautelado naquela região.”

Transferência
Bruno e Macarrão estavam presos na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, acusados pela morte de Eliza, que está desaparecida. A dupla saiu de Minas Gerais por volta das 9h46, em um avião da Polícia Civil de Minas Gerais, que decolou do aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.

Bruno e Macarrão viajaram escoltados por três agentes penitenciários de MG e três agentes da Polícia Civil também de MG. Ainda na aeronave, eles trocaram de roupa: tiraram o uniforme do presídio e colocaram roupas normais. Na chegada ao Rio, foram colocados em viaturas da Polinter, sem algemas.

Eles passaram rapidamente por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) na Leopoldina, centro do Rio, e chegaram à 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá para a audiência pouco antes das 12h.  O início da audiência está marcado para as 14h. Ambos devem permanecer durante 30 dias na capital fluminense, no complexo penitenciário de Bangu.

  • HQ conta versão da polícia de MG para morte de Eliza

De acordo com a acusação, na época Eliza estava grávida de um filho que afirmava ser do goleiro e acusou os dois e outro homem, ainda não identificado, de sequestro e tentativa de indução ao aborto.

O juiz Marco Mattos Couto pretende ouvir todas as testemunhas arroladas no processo. De acordo com o TJ do Rio, entretanto, Bruno e Macarrão não serão ouvidos nessa audiência, mas são intimados a participar de todo o processo.

Processo em Minas
Além do processo que tramita no Rio de Janeiro, a Justiça de Minas Gerais aceitou denúncia do Ministério Público, pelo desaparecimento de Eliza Samudio, contra Bruno e mais sete pessoas por quatro crimes: homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor.

Já Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o assassino da jovem, foi denunciado pelo MP por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A Justiça decretou a prisão pre ventiva dos acusados. Todos negam envolvimento no crime.

Estão detidos no presídio de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem (MG), Marcos Aparecido dos Santos, Elenílson Vítor da Silva, caseiro do goleiro, e os amigos Flávio Caetano de Araújo e Wemerson Marques de Souza (o Coxinha).

A mulher do goleiro, Dayanne Souza, e a suposta amante do atleta, Fernanda Castro, estão presas na penitenciária Estevão Pinto, e Sérgio Rosa Sales (o Camelo), primo do jogador, permanece no Ceresp (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional) São Cristóvão, anexo ao Departamento de Investigações, em Belo Horizonte.

Já o adolescente J., primo de Bruno, foi condenado pela Vara da Infância e Juventude de Contagem a cumprir medida socioeducativa por tempo indeterminado. A pena aplicada a ele será avaliada semestralmente e não poderá ultrapassar prazo máxim o de três anos. Atualmente, J. está acautelado no Ceip (Centro de Internação Provisória) São Benedito, localizado no bairro Horto, região leste da capital mineira.

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