Com tempo seco, venda de umidificadores aumenta 40% no Brasil em agosto

Guilherme Balza
Do UOL Notícias

Em São Paulo

Em razão do tempo seco em várias regiões do país, a quantidade de umidificadores vendidos em farmácias aumentou 40% nas três primeiras semanas de agosto, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram levantados pela Federação Brasileira de Farmácias (Febrafar).

De acordo com Edison Tamascia, presidente da Febrafar, a grande maioria dos umidificadores vendidos é fabricada na China, o que poderá resultar no falta do produto nas farmácias, caso a demanda continue a crescer. “Como são produtos importados, é possível que tenhamos um desabastecimento”, afirma.

Maurício Parizi, gerente comercial da NS, que fabrica inaladores e distribui umidificadores, diz que houve também crescimento nas vendas dos produtos no período de janeiro a agosto, na comparação com 2009.

“Como esse ano foi mais seco, houve um acréscimo de 20% na venda de umidificadores e de 15% na venda de inaladores”, diz. Segundo Parizi, a NS produz 80% dos umidificadores vendidos no Brasil.

Tamascia afirma que as vendas de umidificadores começaram a crescer há cerca de quatro anos. “Não era tão comum as pessoas comprarem umidificadores. Com o crescimento da renda do brasileiro, esses produtos passaram a ser mais procurados. Uma grande quantidade de empresas começou a atuar no setor”, afirma o presidente da Febrafar.

Baixa umidade nos Estados

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de São Paulo decretou, no final da manhã desta quinta-feira (26), estado de alerta na capital paulista em razão do baixo índice de umidade relativa do ar. Segundo dados da estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), às 14h o índice de umidade era de 16% --às 13h, o índice chegou a 14%. Como dado de comparação, o deserto do Saara, na África, registra índices entre 10% e 15%.

A umidade relativa do ar tem registrado índices abaixo de 30% em 12 Estados do país. Segundo o Inmet, a região Centro-Oeste é a mais afetada pela falta de umidade. Além de São Paulo, cidades de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia, Minas Gerais, Pará, Maranhão, Piauí, Bahia e Distrito Federal registram índices inferiores a 30%. 

Recomendações
A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera estado de atenção quando a taxa de umidade relativa do ar fica abaixo dos 30%. Abaixo dos 20% é considerado estado de alerta e abaixo dos 12%, estado de emergência. Com o tempo seco, a poluição aumenta favorecendo o surgimento de doenças respiratórias e cardiovasculares.

Em dia de baixa umidade, é comum a ocorrência de complicações respiratórias devido ao ressecamento das mucosas, provocando sangramento pelo nariz, ressecamento da pele e irritação dos olhos.

Por isso, a recomendação da OMS para dias como estes é beber muita água, evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11h e 15h; umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água; regar os jardins, e sempre que possível, permanecer em locais protegidos do sol ou em áreas arborizadas.

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia orienta o uso de compressa de água gelada sobre o rosto, caso os olhos fiquem irritados. Antes de usar de colírios, é preciso consultar um médico, sobretudo para quem usa lentes de contato ou possui alguma doença nos olhos. A entidade também recomenda piscar várias vezes e evitar coçar os olhos.

A pele também merece atenção especial neste período. A Secretaria estadual de Saúde recomenda evitar banhos com água muito quente, que provocam o ressecamento da pele, e usar sempre que possível creme hidratante. 

“São cuidados simples, mas que podem fazer toda a diferença neste período de tempo seco, ajudando a manter a saúde e a qualidade de vida”, diz Ricardo Tardelli, coordenador estadual de Saúde.

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