Após proposta do governo, médicos-residentes fazem assembleias para decidir fim da greve

Do UOL Notícias

Em São Paulo

Em greve há 28 dias, médicos-residentes de vários Estados realizam nesta quarta-feira (15) assembleias para avaliar a proposta do governo federal e decidir se encerram a paralisação. Ontem, em reunião com a Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR) em Brasília, os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e da Educação, Fernando Haddad, ofereceram reajuste de 22% na bolsa-auxílio dos residentes, cujo valor atual é de R$ 1.916. O último reajuste foi concedido em 2006, após a categoria ter realizado outra greve.

Segundo a ANMR, os ministros também se comprometeram a buscar condições para implementar os demais itens da pauta de reivindicações da categoria, como correção anual da bolsa, 13º salário, auxílio-alimentação e moradia, seis meses de licença maternidade e adicional de insalubridade. O restante do reajuste reivindicado pelos residentes também será negociado no grupo interministerial, que já foi criado, informou a associação.

Negociações
Logo após o início da greve, o Ministério da Educação subiu a proposta de reajuste de 17% para 20%, a ser pago a partir do ano que vem. Como contra-proposta, os residentes pediram reajuste de 28,7% ainda nesse ano e mais 10% em setembro do ano que vem.

O governo rejeitou a proposta, alegando que a proposta apresentada à categoria “constitui uma quantia expressiva, tendo em vista a estabilidade da economia e os reajustes praticados em todos os demais setores”. Contudo, com a proposta atual de 22%, a expectativa é que a categoria encerre a paralisação.

Adesão
Segundo a associação, a paralisação atinge mais de 19 mil bolsistas, o que representa quase 90% dos 22 mil residentes do país, em 24 Estados e no Distrito Federal-- em Tocantins não há programa de residência médica. Os grevistas afirmaram que, nos serviços de emergência, pelo menos 30% dos residentes estão trabalhando, como determina a lei.

A greve tem apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e da Associação Médica Brasileira (AMB). “Mantido o respeito ao Código de Ética Médica, tal movimento é legítimo e deve contar com o apoio da classe médica e, em especial, dos preceptores”, diz a Associação Brasileira Médica, em nota de apoio à paralisação.

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