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Advogado de Bruno defende-se de acusações de familiares do goleiro; audiência prossegue hoje

Rayder Bragon<br>Especial para o UOL Notícias<br>Em Belo Horizonte

13/10/2010 09h53

O advogado Ércio Quaresma, defensor do goleiro Bruno Souza, disse nesta quarta-feira (13) que não é do seu perfil fazer ameaças. “Eu não ameaço, eu faço”, disse ele ao ser questionado sobre declaração feita pela dentista Ingrid Oliveira, dentista que mora no Rio de Janeiro e se apresenta como noiva do jogador, ao “Fantástico”, da TV Globo, no último domingo (10).

A afirmação foi dada nesta manhã, na chegada do advogado ao Fórum de Contagem (Grande BH), para mais uma audiência sobre o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno.

O advogado se defende, dizendo que existe uma campanha para tirá-lo do caso, promovida por um ex-procurador do atleta. Quaresma ainda ironizou a entrevista da dentista à TV, e afirmou ter ficado feliz por aparecer entre “os dez mais do Fantástico”.

Segundo Ingrid, Quaresma teria dito a ela: “Você é uma pedra no meu sapato. Se tem amor à sua vida, quero que você saia do meu caminho”.

Sobre as declarações de familiares do goleiro, que também afirmam estar sofrendo ameaças do advogado, Quaresma disse que conversaria com o goleiro "para ver se isso tem um fim, porque está demais".

O advogado disse ainda ter feito pedido à juíza Marixa Fabiane do 1º Tribunal do Júri de Contagem, que preside as audiências, para o goleiro ser interrogado sobre as ameaças. “Eu quero saber se ele está tendo qualquer tipo de contaminação”.

Os réus chegaram ao Fórum de Contagem nesta quarta-feira (13) por volta das 8h30, para as audiências do caso de desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno. Segundo informações da assessoria de imprensa do fórum, há previsão de que sejam ouvidas 14 testemunhas hoje, entre elas quatro delegados que cuidaram das investigações.

Na última sexta-feira, o delegado da Polícia Civil Júlio Wilke depôs por mais de 13 horas, sendo que o seu interrogatório terminou na madrugada de sábado.

Antes dele, o adolescente J., primo do goleiro Bruno, disse no seu depoimento que não conhecia o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o executor de Eliza Samudio. Ele também afirmou que não deu coronhadas em Eliza, no dia em que ela, segundo a polícia, foi sequestrada e levada do Rio de Janeiro para Minas Gerais, no início de junho deste ano.

Segundo a denúncia, ele e o amigo do atleta Luiz Henrique Romão, o Macarrão, trouxeram a moça e o filho dela em uma Land Rover, modelo Range Rover, que pertence ao goleiro.

A mãe de Eliza, Sônia Moura, acompanhou o interrogatório e disse que os réus pareciam estar “em um piquenique”.

Ainda há a previsão de julgamento por desembargadores do TJ-MG de habeas corpus em favor de Fernanda Castro, outra suposta amante do goleiro que está presa no complexo feminino Estevão Pinto, na capital mineira, por ser réu no processo.

 

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