Cresce o número de mulheres mais velhas casadas com homens mais novos, diz IBGE

Andréia Martins

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Idade média no primeiro casamento, por sexo (em 2009)

  • Fonte: IBGE

Os números referentes a casamentos divulgados nesta sexta-feira (12) pela Estatística do Registro Civil, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), apontam uma tendência de mudança em padrões brasileiros: mulheres mais velhas estão se casando mais com homens mais novos, e cada vez mais pessoas divorciadas ou viúvas estão apostando suas fichas em um novo casamento.

Sinais de mudança? “De tolerância”, diz Adalton Bastos, gerente da pesquisa de Estatística do Registro Civil do IBGE. “Ainda há mais casamentos entre homens mais velhos e mulheres mais novas, mas aquela coisa de tradição já está se perdendo. Há mais tolerância e menos preconceito contra esse tipo de casamento”, diz Bastos.

Em 1999, o casamento entre mulheres mais velhas e homens mais novos representava 19,3% do total. Em 2003 o número subiu para 21,3% e agora alcançou o índice de 23%.

Para ele, a pesquisa reflete uma “mudança na forma da sociedade ver a mulher”. “Hoje as mulheres trabalham, são independentes, não à toa o Brasil elegeu uma presidente”, diz Bastos, que destaca o fato de a maioria desses casamentos ser entre pessoas solteiras. "Isso mostra que as mulheres não estão mais preocupadas em casar cedo", completa.

Das 133.977 mulheres (entre solteiras e divorciadas) entre 30 e 34 anos que se casaram em 2009, 37.145 uniram-se a homens mais novos --em 28.835 dos casos, os cônjuges tinham entre 25 e 29 anos.

Quando são consideradas apenas mulheres solteiras entre 30 e 34 anos, que se casaram pela primeira vez em 2009, são 25.127 uniões com homens mais jovens (entre 25 e 29 anos) de um total de 103.928 casamentos.

Recasamentos

Mesmo com os solteiros liderando a taxa de casamentos no Brasil (a taxa de casamentos entre solteiros foi de 82,4% em 2009), os recasamentos –aqueles em que um dos cônjuges era viúvo(a) ou divorciado(a)– mantiveram a tendência de crescimento em 2009.

“Antigamente as pessoas ficavam receosas em se casar de novo depois do divórcio. Os solteiros que se casavam com divorciados não eram bem vistos. Hoje esses números mostram uma evolução no comportamento da sociedade”, diz Adalton Bastos.

UF com mais casamentos envolvendo divorciados*

Rio de Janeiro 18,8%
Goiás 18,1%
Distrito Federal 18%
Mato Grosso do Sul 17,8%
São Paulo
Espírito Santo
17%
  • *Dados do IBGE considerando-se casamentos entre divorciados e entre divorciados(as) e solteiros(as)

Segundo o IBGE, a taxa de recasamentos foi a maior dos últimos dez anos: 17,6%, equivalente a aproximadamente 159 mil casamentos. Em 1999 esse índice era de 10,6%, e em 2004, de 13,6%.

Entre divorciados, o total de casamentos foi de 26.613 (2,9% do total) em todo o país, sendo o Rio de Janeiro o Estado com o maior índice (4,0%).

Os percentuais de casamentos entre homens divorciados e mulheres solteiras, e entre mulheres divorciadas e homens solteiros foram, respectivamente, 7,2% e 5,3% em 2009.

A união formal entre mulheres divorciadas e homens solteiros foi mais frequente em Goiás, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, alcançando entre 5,6% e 5,8% do total.

Já o índice de casamentos entre homens divorciados e mulheres solteiras foi superior ao anterior em todo o país. Distrito Federal e Rio de Janeiro apresentaram os maiores percentuais, 9,6% e 9,2%, respectivamente.

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