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Militares ficarão no Rio o quanto for necessário, afirma Lula

Drogas e armas apreendidas nas ações policiais no Rio são apresentadas; veja mais imagens  - Rafael Andrade/Folhapress
Drogas e armas apreendidas nas ações policiais no Rio são apresentadas; veja mais imagens Imagem: Rafael Andrade/Folhapress

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

30/11/2010 17h47

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (30) que as Forças Armadas continuarão no combate ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro o tempo que for necessário, para garantir a paz. Lula concedeu entrevista hoje depois de visitar o canteiro de obras da usina hidrelétrica, no rio Tocantins, e ressaltou a parceria entre os governos do Estado e federal.

"Eu fiquei feliz com o Sérgio Cabral ter pedido apoio. Nós não podemos interferir. Ele teve sensibilidade, humildade e competência de pedir o apoio e prontamente atendemos", disse.

Questionado se o governo federal tinha sido negligente na fiscalização das fronteiras, porta de entrada de armamentos, Lula respondeu: "O importante é que estamos trabalhando em conjunto", referindo-se ao governo do Rio.

Ele ressaltou que no seu governo as Forças Armadas passaram a atuar com poder de polícia na vigilância das fronteiras e que fez parcerias com governos vizinhos e está comprando aviões para patrulhamento. "Vamos controlar melhor nossas fronteiras", disse.

Durante a inauguração da 13ª UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no Rio de Janeiro, instalada no Morro dos Macacos, zona norte da cidade, o governador Sérgio Cabral afirmou que tropas do Exército permanecerão no Complexo do Alemão até outubro do ano que vem --a previsão inicial era de que os militares ficassem no local até julho de 2011. "Pela dimensão do Alemão, ficar seis, sete, oito meses não é nada demais.".

Ele lembrou que, antes da implementação da UPP, o Bope (Batalhão de Operações Especiais da PM) esteve presente durante quase 50 dias no morro dos Macacos neste ano; na Cidade de Deus, foram quatro meses de permanência do Bope. "Essa unidade de transição, ao invés do Bope, será a força de paz do ministério da Defesa", disse ele, referindo-se ao Alemão. O governador explicou que as elites da Polícia Militar e Polícia Civil continuarão fazendo o trabalho de "garimpo mais organizado", averiguando casa por casa a existência de drogas, armas, laboratórios do tráfico e mais bandidos escondidos.

"Assinei nesta manhã um documento solicitando tropas de paz para que possam fazer policiamento ostensivo. Isso não impede que a nossa polícia continue fazendo o trabalho investigativo de apuração dentro dos complexos da Penha e do Alemão", afirmou Cabral.

O governador informou que serão cedidos pelo Ministério da Defesa pelo menos 2.000 militares. Cabral diz que confirmou por telefone com o ministro interino da Defesa, almirante Julio Moura, que o pedido será atendido.

*Com informações da Agência Estado e colaboração de Daniel Milazzo, no Rio de Janeiro

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