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Petrópolis (RJ) tem pelo menos 6.500 desabrigados e desalojados pela chuva, segundo a prefeitura

Do UOL Notícias

Em São Paulo

13/01/2011 12h23Atualizada em 13/01/2011 12h38

Além das 39 mortes já confirmadas e de um número ainda incerto de desaparecidos, o município de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, tem ainda mais de 6.500 pessoas desabrigadas (que perderam suas casas) ou desalojadas (em instalações provisórias, por exemplo) e pelo menos 1.500 casas total ou parcialmente destruídas pelas chuvas dos últimos dias. As informações são da prefeitura municipal, com base em dados da Defesa Civil local. As mortes foram registradas nas localidades de Itaipava e Brejal.

Segundo os números da secretaria de Estado da Saúde e Defesa Civil do RJ, no início da tarde desta quinta (13), o número de desabrigados e desalojados é alto também nas cidades de Petrópolis (5.190, ao todo) e Teresópolis (2.240). Nas três cidades mais afetadas pela chuva, portanto, a quantidade de pessoas nessas situações já se aproxima de 14 mil.

Em toda a região serrana, mais de 360 pessoas já morreram em decorrência das chuvas que castigam essas localidades desde o início da semana.

Reunião no Rio

Hoje, às 13h, prefeitos das cidades da região serrana devastadas pela chuva e pelos deslizamentos se reúnem no Rio de Janeiro com o governador Sérgio Cabral, que cancelou agenda de férias no exterior, e com a presidente Dilma Rousseff.

Dilma vai sobrevoar as áreas atingidas nesta quinta e, ontem (12), assinou uma medida provisória que destina R$ 780 milhões para os ministérios enviarem auxílio às regiões afetadas.

O Ministério da Saúde anunciou que enviará mais de sete toneladas de medicamentos e insumos para o auxílio às pessoas atingidas pelas enchentes no Estado.

Hospitais de campanha instalados nas cidades de Nova Friburgo e Teresópolis já estão operando, segundo informações do governo estadual. A Petrobras enviará ainda helicópteros que serão utilizados em operações de busca nas áreas rurais e de difícil acesso em Nova Friburgo.

O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, percorreu nesta quarta (12), de helicóptero, os três municípios. Ele afirma nunca ter visto uma tragédia igual. “Nunca vi nada igual, nem mesmo nos deslizamentos de Angra dos Reis, no final de 2009. Este é o momento de ver o que pode ser feito para resolver a situação dessas pessoas, buscando, principalmente, desobstruir as estradas e garantir o acesso de serviços e apoio para se devolver à normalidade à população”, afirmou.

Pontos críticos provocados pela chuva no Rio de Janeiro

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