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Operações no Rio usam 30 helicópteros, 120 caminhões, 40 escavadeiras e 20 tratores

Do UOL Notícias

Em São Paulo

16/01/2011 11h48

As operações pós-chuva na região serrana do Rio contam mais de 400 máquinas (como helicópteros, caminhões e ambulâncias) para as ações de busca de sobreviventes, resgate de corpos, remoção de entulho, segurança, limpeza e reconstrução de vias e rodovias.

Segundo o Governo do Estado, esse número é dividido em 120 caminhões, 40 escavadeiras, 47 carregadeiras, 20 tratores (todos da secretaria de obras), 47 veículos da Polícia Militar (incluindo viaturas dos batalhões de Choque, Florestal e do Bope), 74 viaturas do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, além de outros de órgãos como Polícia Civil e Secretaria de Estado de Governo. Há também 30 helicópteros.

Dos 30 helicópteros, 11 são do Estado, 12 das Forças Armadas, 12 a Petrobras alugou da Líder Táxi Aéreo, 4 são da Força Nacional de Segurança, 1 do Ibama  e 1 da Furnas Centrais Elétricas. Entre as viaturas da Defesa Civil e da PM, constam ambulâncias, picapes e veículos apropriados para o transporte de corpos.

Doações
As cidades afetadas pelas chuvas na região serrana recebem doações de diversas partes do país (veja aqui como ajudar). Entre os itens mais pedidos pela prefeitura de Petrópolis, Nova Friburgo e pela Defesa Civil de Teresópolis estão velas e produtos de higiene pessoal (pasta de dente, escova de dente, xampu, sabonete, absorvente e fraldas descartáveis).

As prioridades de Petrópolis são mantimentos, material de limpeza, objetos de higiene pessoal, lençóis e roupa de cama. A cidade recebeu gratuitamente mais de 1,5 milhão de litros de água no sábado (15) e afirma que o abastecimento está praticamente normalizado. Nova Friburgo pede, principalmente, água e vela. Também são necessárias roupas íntimas, talheres, pão de forma, produtos de higiene pessoal e fósforo. Em Teresópolis, os itens de mais necessidade são produtos de higiene pessoal (incluindo fralda descartável e geriátrica), vela, fósforo e roupas íntimas.

Rudimar Caberlon, secretário municipal de Ação Social de Teresópolis, também pediu que a população mantenha as doações de alimentos. “Precisamos de arroz, feijão, farinha, óleo, sal, macarrão e outros alimentos não perecíveis.” Ele também pediu mobília, eletrodomésticos e demais utensílios para os desabrigados.

Petrópolis e Nova Friburgo informam que já não precisam mais de roupas. “O número de roupas doadas já ultrapassa a necessidade dos moradores afetados pelas chuvas na região de Itaipava”, informou a prefeitura de Petrópolis em comunicado.

Além da doação de produtos, Nova Friburgo também conta com a colaboração dos próprios moradores da cidade, que estão empenhados em ajudar aqueles que foram gravemente feridos pelos deslizamentos de terra e pelas enxurradas que destruíram o município. Uma longa fila se formou no hemocentro montado pela Secretaria Estadual de Saúde de Defesa Civil na região do centro e teve gente que esperou até 3 horas para doar sangue.

A tragédia causou o esvaziamento de Nova Friburgo, pois muitos têm pavor de ficar na cidade com maior número de mortos na calamidade que é registrada como um dos maiores desastres naturais do país. Os ônibus de Nova Friburgo em direção ao Rio saem a toda hora. A frota é de Niterói: os que estavam na serra fluminense estão enlameados ou avariados.

Balanço
O número de mortes causadas pelas chuvas no Rio já passa de 615, segundo informações das defesas civis e das prefeituras deste domingo. O governador do Rio, Sérgio Cabral, decretou luto oficial de sete dias pelas vítimas – o decreto entrará em vigor na segunda-feira (17), quando será publicado no “Diário Oficial”. A presidente da República, Dilma Rousseff, decretou luto oficial de três dias, a partir de sexta-feira (14). Em comunicado, ela afirmou que o luto é "pelas vítimas dos temporais que assolaram vários municípios do Brasil, principalmente da região serrana do estado do Rio de Janeiro".

Susto
Sérgio Cabral presenciou a queda de uma barreira durante a ida para Nova Friburgo, no Rio, no sábado. “Faço um apelo porque vi, in loco [a queda]: que ninguém use a RJ 116, porque acabou de acontecer uma queda de barreira. É algo muito sério, muito grave, está interditado”, afirmou, ao chegar em Nova Friburgo, onde fortes chuvas voltaram a alagar as ruas da cidade.

O governador disse que sentiu na pele a tensão que vivem os moradores da região. “Não vivi a mesma coisa porque graças a Deus estou vivo e não perdi nenhum parente nessa tragédia.  Mas efetivamente vivi o pânico”, contou. O governador visitou a cidade para ver os estragos e também o hospital de campanha da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, montado no local.

* Com informações de Fabiana Uchinaka e Rodrigo Bertolotto, enviados especiais do UOL Notícias a Nova Friburgo, e Agência Brasil

Cidades com registro de mortes por conta da chuva

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