Chuvas pelo Brasil

Escoteiros acampam na Cruz Vermelha de SP para ajudar vítimas das chuvas

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias*

Em São Paulo

Eles estão sempre alerta e prontos para ajudar –e, diante da tragédia provocada pela chuva, não poderiam ficar de fora. Um grupo de cerca de dez escoteiros decidiu unir-se à Cruz Vermelha para ajudar a organizar as toneladas de donativos recebidas e encaminhas às famílias afetadas em diversas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Escoteiros e lobinhos vieram preparados para passar a noite na sede da entidade e trabalhar “até não dar mais”. Paraisso, trouxeram barracas, lanches e muita disposição.

O grupo Nove de Julho, no entanto, pode estar com os dias contados. Depois de 55 anos de atividades, eles enfrentam uma ação judicial que impede a permanência dos jovens na sede dos escoteiros, no bairro de Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Como o processo é lento, já faz seis meses que o grupo está “sem-teto”.

“Uma vizinha alega que eles fazem muita bagunça, o que não é verdade. E as atividades acontecem uma vez por semana, aos sábados, das 14h às 17h. E só”, lamenta a chefe do grupo Cíntia Caramico.

Doações

A Cruz Vermelha Brasileira informou nesta sexta-feira (21) que a doação de roupas para as vítimas das chuvas na região serrana não é mais necessária. A quantidade arrecadada até agora já é suficiente, segundo a entidade. Somente na sede da Cruz Vernelha, estão armazenadas 250 toneladas de roupas de todos os tipos.

“Hoje nós temos uma quantidade de roupas que dá pra suprir tranquilamente toda a região serrana. A intenção é que não haja desperdício”, disse o presidente da Cruz Vermelha no Rio de Janeiro, Luiz Alberto Sampaio. Ele pediu que as pessoas guardem as roupas que pretendiam doar para que sejam aproveitadas em outra oportunidade.

Sampaio disse também que a próxima etapa da campanha será a distribuição de cerca de 20 mil cestas básicas. A prioridade continua sendo alimentos prontos ou semiprontos e itens de limpeza e higiene pessoal. “Água nunca é demais, leite, alimentos de fácil consumo como biscoitos, sopas desidratadas. Cestas básicas ou componentes de cestas básicas, tempero, que temos pouco, óleo”, listou Sampaio.

Segundo a Cruz Vermelha, conjuntos básicos de panelas e utensílios de cozinha serão distribuídos. A entidade filantrópica pede ainda que as concessionárias das rodovias que cortam a região não cobrem pedágio dos carros e caminhões da Cruz Vermelha, devidamente identificados, que estão fazendo o transporte dos donativos.

De acordo com o último balanço da Cruz Vermelha, foram recebidos 450 mil litros de água, 35 mil litros de leite, 250 toneladas de alimentos e 50 mil itens de higiene e limpeza. A artista plástica Célia Netto, de 60 anos, emocionada, fez questão de levar pessoalmente a sua contribuição: açúcar, café e sal. “Me deu vontade de chorar quando cheguei aqui. E estão precisando de muito mais ajuda. Essa situação toda é muito triste”, lamentou ela.

Cidades atingidas pela chuva

* Com informações da Agência Brasil.

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