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Polícia do RJ investiga se ex-amante teve ajuda para sequestrar Lavínia

Hanrrikson de Andrade<BR>Especial para o UOL Notícias<BR>No Rio de Janeiro

03/03/2011 22h46

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se Luciene Reis Santana contou com ajuda de outras pessoas para sequestrar e assassinar a menina Lavínia Azeredo, 6. Os investigadores pretendem descobrir como a ex-amante do pai da menina –que está presa por suspeita de cometer o crime– conseguiu sequestrá-la durante a madrugada da última segunda-feira (28) para terça-feira (1º) sem que qualquer pessoa atentasse para o crime. O corpo de Lavínia foi enterrado nesta quinta-feira (3), no cemitério Corte Oito, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense). No dia anterior, o corpo da menina foi encontrado embaixo de uma cama num dos quartos de um hotel, com sinais de estrangulamento.

Polícia divulga imagens que mostram ex-amante com menina


No próximo dia 14, após o Carnaval, a polícia deve ouvir o avô paterno da menina, o pai, Rony dos Santos Oliveira, e a mãe, Andréia Azeredo. Esta última chegou a se apresentar na 60ª Delegacia de Polícia (Campos Elíseos) nesta quinta-feira (3), depois do enterro da filha, mas foi liberada em razão da ausência do delegado-titular do caso, Robson da Costa. Luciene, que está presa na carceragem da Polinter de Magé, município da Baixada Fluminense, também deve prestar novo depoimento. Ela mobiliza forte esquema de segurança em função de ameaças de linchamento.

Segundo o delegado-adjunto, Luciano Zahar, o foco da investigação a partir de agora se dá na fase anterior ao assassinato. Ele afirmou que o quarto de Lavínia possuía somente um pequeno basculante, no qual seria impossível passar uma pessoa com a estrutura corporal de Luciene.

Zahar também adiantou que a ex-amante pode responder por homicídio triplamente qualificado e não mais por sequestro seguido de morte, caso haja a comprovação de que ela tinha a intenção de matar a vítima desde o começo. A previsão da Polícia Civil é finalizar o inquérito em até 30 dias.

O delegado-adjunto deu detalhes do depoimento de Luciene, que durou aproximadamente quatro horas ontem e só terminou depois que ela confessou o crime. A ex-amante teria dito que usou uma toalha para abafar os gritos da criança e utilizou um travesseiro para sufocá-la durante oito minutos. Ao observar que a menina ainda tinha espasmos, Luciene resolveu então asfixiá-la com o cadarço do tênis da vítima.

A polícia apresentou hoje o cadarço, a toalha, o par de tênis e a roupa que Lavínia usava no dia em que foi assassinada. O material foi enviado para análise no Instituto de Criminalística Carlos Éboli.

Cotidiano