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Criança baleada avisou sobre tiroteio em escola, diz polícia do Rio

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

07/04/2011 12h50Atualizada em 07/04/2011 14h31

Uma criança baleada avisou a polícia que havia um homem atirando na escola municipal em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, segundo o Detro (Departamento de Transportes Rodoviários), na manhã desta quinta-feira (7). Um policial militar que dava apoio a uma fiscalização do Detro, no bairro, foi quem rendeu Wellington Menezes de Oliveira, o autor dos disparos que mataram, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 11 crianças na escola municipal Tasso da Silveira. O atirador também morreu. Segundo as últimas informações da secretaria, há 13 feridos, sendo dez meninas e três meninos --quatro estão em estado grave.

Segundo informou o Detro, equipes do órgão atuavam na rua Piraquara, perto da escola, quando uma criança baleada se aproximou e avisou que havia um homem atirando dentro do colégio. Os PMs do Batalhão de Polícia Rodoviária foram imediatamente para o local.

Lá, encontraram as crianças trancadas nas salas de aula e Wellington subindo a escada em direção ao terceiro andar da escola. O policial atirou na perna do criminoso e pediu que ele largasse a arma. O atirador caiu no chão e se matou com um tiro na cabeça, ao ser rendido.

Ataque

O homem invadiu nesta manhã a escola e disparou várias vezes contra os alunos de uma sala de aula de oitava série, com 40 alunos, no primeiro andar. Mais de 400 jovens estudam no local, em 14 turmas do 4º ao 9º ano.

Os feridos foram levados para o Hospital Estadual Albert Schweitzer. Algumas crianças em estado mais grave estão sendo redirecionadas para outros hospitais, como o Miguel Couto e o Souza Aguiar. 

"Ele não tinha amigos", diz irmã do atirador

Com o barulho dos tiros, houve muita gritaria e os professores trancaram as portas das salas para proteger os alunos.

A primeira informação divulgada foi de que o atirador era pai de uma aluna da escola, mas a Polícia Militar depois confirmou que ele era um ex-aluno da unidade. Wellington não tinha antecedentes criminais, segundo a chefe da Polícia Civil do RJ, Martha Rocha.

Ele estaria usando uma roupa que imitava fardamento militar e entrou na escola com duas pistolas e muita munição. Wellington entrou na escola dizendo que iria fazer uma palestra em comemoração aos 40 anos da unidade. Lá dentro, chegou a ser reconhecido por uma professora.

A irmã adotiva do atirador disse em entrevista à rádio Band News, que o atirador estava "muito ligado" ao Islamismo, não saía muito de casa e ficava o tempo inteiro no computador.

Em entrevista à Globo News, o coronel Djalma Beltrame, comandante do 14º BPM (Bangu), confirmou que Oliveira deixou uma carta que indica que ele tinha intenção de se matar. " Foi um ato premeditado", disse Beltrame.

Segundo o coronel, a carta era “confusa” e apresenta conteúdo “fundamentalista islâmico”.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o episódio é uma “tragédia sem precedentes” e que este é um “dia de luto” para a educação brasileira.

Segundo o Corpo de Bombeiros, há oito carros de bombeiros e diversos helicópteros atuando no local, que foi isolado. Há uma multidão ao redor da escola, principalmente de pais em busca de informações.

"Poderia ter sido maior"

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), disse que o massacre  poderia ter sido maior, se um terceiro sargento da Polícia Militar não tivesse interferido. Segundo o governador, o sargento Alves, que cumpria uma operação na região, foi avisado por dois estudantes feridos que fugiram da escola no momento do massacre.

“Ele estava participando de uma operação a dois quarterões da escola e foi avisado por dois meninos que fugiram”, disse. Cabral afirmou que o sargento atingiu o atirador na perna quando ele estava no terceiro andar, quando ele já havia atirando contra os alunos e se preparava para atacar mais crianças. “Sem dúvida nenhuma a atuação dele [o sargento] foi fundamental. Ele já estava preparado para mais disparos”.

* Com informações da Agência Brasil

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